O Executivo Municipal realizou uma coletiva nesta segunda-feira, 16, para tratar o assunto

Em contrapartida instituições de ensino de Montenegro e do Estado estão suspendendo as aulas devido a proliferação do COVID-19

O grande e rápido aumento de casos de coronavírus tem alertado o mundo todo. No Brasil, segundo o relatório atualizado no último domingo, 15, pelo Ministério da Saúde, os casos confirmados já somam 200, enquanto no Rio Grande do sul, a Secretaria de Saúde apurou oito. Em função desse cenário, as instituições da região tomaram algumas providências para evitar a proliferação do COVID-19. Porém, na rede municipal as aulas estão mantidas pela Administração Municipal, que afirma que não há necessidade ainda da atitude extrema.

No município atualmente dois casos estão suspeitos e investigação.  Eles estão em isolamento domiciliar até o resultado dos exames. Três casos já foram cancelados. Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira, a Prefeitura de Montenegro se pronunciou quanto as ações relacionadas à proliferação do COVID-19, o Coronavírus.

De acordo com a secretária de Educação, Rita Carneiro Fleck, a sua pasta está trabalhando conjuntamente com a Secretaria de Saúde para tomar as decisões mais corretas. “A educação está trabalhando com a prevenção e a orientação com os alunos desde que iniciamos o ano letivo, e essa temática está nas salas de aula todos os dias”, declara. O critério para não suspender as aulas ainda é de que não há transmissão comunitária e nenhum caso confirmado ainda.

Há qualquer momento as aulas podem ser canceladas, havendo uma orientação técnica da Saúde. A secretária de Educação aconselha que quem tiver crianças com saúde vulnerável ou que estejam resfriadas não mandem para a escola. “Eles não terão prejuízos pedagógicos, a gente tem rotina de regimentos escolares que dão conta da situação, mas a gente pede que avisem a direção da escola”, fala a secretária Rita.

Instituições tomam medidas preventivas inclusive suspendendo aulas Foto: reprodução internet

“Não há motivos para pânico”
Segundo o prefeito municipal, Kadu Müller, é necessário que a população tenha consciência de ser multiplicadora dos métodos de prevenção. “Temos a preocupação aqui em montenegro, e não podemos ficar fora desse movimento. O nosso momento agora é muito mais de conscientização, de mobilização, de multiplicação, de atos que possam prevenir a contaminação ou alguma situação que perdemos o controle”, diz.

Um Comitê foi composto por profissionais de saúde da rede municipal, bem como profissionais do Hospital Unimed e Hospital Montenegro 100% SUS para evitar a proliferação do vírus.  Também foi elaborado um Plano de Contingência em caso de necessidade, que pode ser acessado juntamente ao Decreto 8.015/2020, que dispõe sobre medidas ao contágio pelo Covid-19 no município no site da Prefeitura de Montenegro.

“A gente pede pra todos que de preferência para quem tiver os sintomas para procurar a atenção básica, e não os hospitais, porque na atenção básica o fluxo é um pouco menor e a equipe é melhor preparada para atender os pacientes”, indica a secretária de Saúde, Cristina Reinheimer. Também é possível fazer uma ligação, onde os profissionais podem se deslocar até as residências. Os números disponíveis são: 136, 150 e 36320171.

De acordo com a secretária, é preciso ter cuidados diários. Lavar as mãos ocasionalmente, tapar a boca e o nariz quando for tossir, limpar os utensílios com álcool, não compartilhar talheres e copos, evitar beijar e abraçar as pessoas, não tomar chimarrão em conjunto, manter uma distancia de 1m das pessoas, evitar ir a locais com muita aglomeração de pessoas são algumas das recomendações.“Os pacientes idosos são os mais afetados, e no município são mais de 7 mil pessoas acima de 60 anos. Essas pessoas devem tentar evitar sair de casa, caso precisarem pegar medicação ou outra necessidade peçam pra alguém ir buscar”, explica Cristina. Não existe risco para pânico em Montenegro, porém a secretária recomenda os cuidados. Além disso, é necessário um isolamento domiciliar de 7 dias para quem voltou de viagem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, mesmo sem sintomas.

Estado suspendeu as aulas

A maioria das universidades optou por suspender as aulas por pelo menos uma semana, porém, algumas delas preferiram tomar medidas preventivas dentro do Campus para que as aulas possam seguir sem alterações. Ainda, fique atento, pois boa parcela das faculdades que suspenderam as atividades irá seguir cronograma através das devidas plataformas virtuais.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou novas medidas para conter a propagação no Estado. Dentre elas, em um novo decreto, está a suspensão das aulas da rede estadual por pelo menos duas semanas, podendo o prazo aumentar dependendo das circunstâncias. O anúncio foi feito numa transmissão ao vivo pela página do governador no Facebook. A recomendação de Leite foi que as escolas da rede privada também suspendessem suas aulas.

Confira a lista de suspensão das instituições:

Rede municipal de ensino: Aulas mantidas até segunda ordem

Rede estadual de ensino: aulas suspensas até, pelo menos, 2 de abril

Escolas particulares: Sinodal – aulas suspensas a partir de quinta-feira, 19, até, pelo menos, 2 de abril

São José – aulas suspensas até, pelo menos, 2 de abril

Sesi – aulas suspensas, e retorno de acordo com recomendação da Secretaria de Educação do Estado

Feevale (Novo Hamburgo) – aulas mantidas

UCS (Universidade de Caxias do Sul) – aulas mantidas

IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul) – aulas suspensas até 21 de março

UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) – aulas suspensas até 22 de março

Fundarte – aulas suspensas até 29 de março

Unisc – aulas suspensas até 30 de março

Ulbra (Canoas) – aulas suspensas até 31 de março

Unisinos (Porto Alegre) – aulas suspensas até o dia 3 de abril

Univates (Lajeado) – aulas suspensas até 5 de abril

UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) – aulas suspensas até 5 de abril

PUC – aulas suspensas até 12 de abril (IF)

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