Mesmo com a forma digital de criar seus trabalhos, o artista continua praticando os desenhos também no papel
O desafio está famoso entre os artistas do Brasil todo. Aqui, Arthur replicou elementos de Montenegro

Desde pequeno, Arthur Neis Pinheiro, 15, já fazia seus primeiros traços no papel. Os primeiros desenhos não tinham pintura mas, no decorrer do tempo, o gosto pela arte foi aumentando e habilidade também. Foi aí que a paixão de Arthur se uniu à mesa digital, equipamento que auxilia o estudante a criar seus personagens e cenários. Uma das últimas artes foi sobre Montenegro, em um desafio que propõe ao artista adaptar uma figura internacional com elementos da sua cidade, na internet.

O estudante explica que iniciou na infância a criação de seus próprios personagens e cenários. “Quando eu tinha uns sete anos, minha mãe me matriculou nas aulas de artes visuais na Fundarte, onde despertou ainda mais minha curiosidade sobre essa área” comenta. Ele chegou a iniciar a pintura com tinta, entretanto, não era muito prático pela questão do tempo e limpeza. Então, decidiu juntar dinheiro e adquirir a mesa digital. “Foi amor à primeira vista, tanto por ser mais prático, mas também por ser uma forma de me expressar mais livre”, explica.

Arthur desenvolve diversos cenários para suas artes

A transição do papel para o digital exigiu adaptação do artista. “Causou estranheza pela textura da mesa, porque no papel a gente desenha e consegue “sentir” o que estamos desenhando. Na mesa, é diferente, tanto pelo fato de o desenho não sair de onde estamos passando a caneta, mas também no meu caso, ela ser menor que uma folha de papel comum”, explica. Além disso, o que é desenhado sai de forma maior no computador.

Ferdinando é um dos personagens criados por Arthur

O desafio que Arthur participou ainda está com tudo nas redes sociais, principalmente no Twitter. A corrente consiste em recriar um determinado desenho, adaptando-o com elementos da sua cidade ou estado, então Arthur decidiu mostrar Montenegro. “Resolvi fazer a minha versão, como forma de dar reconhecimento para nossa cidade”, comenta.

Com o intuito de seguir carreira na área, o montenegrino sonha em ser ilustrador e tem, no desenho, uma forma de expressar como vê o mundo. “É uma maneira que eu achei de mostrar o que eu sinto e penso sobre as coisas ao me redor”, conta. Para ele, a arte também consegue evidenciar o melhor de cada um, além de ajudar nos problemas. “O desenho foi uma forma de me “libertar” de tudo aquilo que me faz mal, claro que ainda tenho problemas de ansiedade, porém são bem menos recorrentes devido ao desenho”, finaliza. Arthur cria conteúdos para a página @art_pines, na plataforma Instagram, e tem como objetivo transforma o perfil em seu portfólio interativo.

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