TOTALMENTE dependente das verbas públicas, HM não consegue pagar

Transtornos. Com a suspensão das consultas eletivas de cirurgia geral,
cerca de 300 pacientes terão que reagendar atendimentos para outras datas

Felipe Leser é gerente administrativo do Hospital Montenegro

O Governo do Estado ainda não realizou os repasses dos incentivos financeiros referentes aos meses de janeiro e fevereiro, ao Hospital Montenegro 100% SUS. Diante disso, médicos estão com os pagamentos novamente em atraso. Esta semana cinco cirurgiões gerais paralisaram as atividades e só devem voltar a atender quando a situação for regularizada. A suspensão dos atendimentos pode atingir 300 pacientes que possuíam consultas agendadas.
De acordo com o gerente administrativo do Hospital Montenegro, Felipe Leser, atualmente a dívida do Estado com a instituição é superior a R$ 2 milhões. Na quinta-feira, 29, a secretaria estadual da Saúde chegou a comunicar que faria o pagamento integral do repasse referente ao mês de janeiro, cerca de R$ 1,8 milhão, porém só foi realizado o depósito da metade do valor previsto. Esta quantia já deveria ter entrado na conta do HM no dia 28 de fevereiro. A secretaria não informou quando o restante do valor será repassado ao Hospital Montenegro.

Também na quinta-feira, cinco médicos comunicaram a direção do HM que, a partir do dia 2, última segunda-feira, paralisariam as consultas eletivas até que a situação dos pagamentos seja resolvida. Por mês, são realizadas 300 consultas eletivas de cirurgia geral na instituição. Com a suspensão do serviço, os pacientes que aguardavam por atendimento estão sendo comunicados que terão as consultas reagendadas. Contudo, os profissionais optaram em manter as agendas para cirurgias. Leser reforça que, das 14 especialidades atendidas na casa de saúde, apenas a de cirurgia geral está com as atividades interrompidas.

O gerente acrescenta que o valor depositado pelo Estado na semana passada servirá para pagar parte da dívida com os médicos, mas acredita que isso não será suficiente para que retornem a rotina de atendimentos. Isso porque, em outra paralisação como essa, só voltaram a atender após receberem todos os valores atrasados. Por enquanto, a folha de pagamento do hospital não foi afetada, pois esta é custeada com recursos federais.

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