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Esse ano sem dúvidas bateu todos o recordes no quesito fake news, e todo mundo mesmo que indiretamente ficou sabendo de uma ou outra. Confira abaixo as que tiveram maior repercussão nas redes.

Farsa da Mega Sena
A mensagem de 2005 voltou a ser compartilhada nas redes sociais esse ano. A corrente garante que “caiu a casa da Mega Sena” e que, “se você faz apostas, está sendo enganado”. A alegação é de que a Polícia Federal teria descoberto um grande esquema de corrupção nos sorteios, que “fraudavam o peso da bolinha, fazendo sempre dar os números que eles quisessem e botavam ‘laranjas’ para jogar em diferentes Estados”. Trata-se, no entanto, de uma informação mentirosa. A Caixa divulgou um extenso esclarecimento sobre como o sorteio é feito. A respeito das bolas, protagonistas do fictício esquema de corrupção, a nota do banco afirma que “são de borracha maciça, numeradas e coloridas para facilitar a identificação, possuem o mesmo peso e diâmetro, características verificadas periodicamente pelo INMETRO”.

Dipirona contaminada
Também antiga, a mensagem afirmando que um novo Dipirona, importado da Venezuela estaria sendo comercializado no Brasil, voltou a apavorar internautas em 2018.

O texto descreve o novo Dipirona, em que está escrito S/500, como “muito branco e brilhante”. A mensagem ainda pede que todos sejam alertados antes que a mesma seja tirada de circulação.

Essa informação é falsa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, já no final de 2017, que não há informações sobre a importação de dipirona da Venezuela, nem dados sobre produtos que contenham vírus na cápsula ou embalagem. A agência explica ainda que todos os medicamentos vendidos no Brasil e que possuem registro têm “eficácia e segurança avaliadas antes da entrada no mercado”.

Vírus H2N3 matando pessoas no Brasil

Foto: Reprodução WhatsApp

Ainda na área da saúde, circulou esse ano uma mensagem com áudio dizendo que o Brasil teria um surto de vírus Influenza “H2N3”. De acordo com a mensagem, um casal teria morrido vítima da doença em Rio Claro e teria sido sepultado com o caixão lacrado. Segue junto um áudio creditado à diretora do Hospital das Clínicas.

O Ministério da Saúde divulgou uma nota informando, no entanto, que não existe esse subtipo do vírus no País. Tratave-se, portanto, de mais uma das inúmeras Fake News (notícia falsa).

Pabllo Vittar nas notas de R$ 50
Uma das fake news mais compartilhadas em 2018 foi a de que a cantora Pabllo Vittar seria a nova cara estampada.

Na corrente, as pessoas mostram indignação com a nota, dizendo que a frase “Deus seja louvado” seria substituída por “Brasil país LGBT”. “Foi encaminhada à câmara de vereadores um projeto da casa da moeda, que quer colocar a cara de Pabllo Vittar nas notas de R$50,00”, diz a mensagem.

 

Eliminação do Brasil na Copa de 2018
A fakenews mais famosa do futebol voltou neste ano e foi atualizada com o “escândalo que todo mundo suspeitava” versão Copa do Mundo 2018.

O texto é o mesmo usado nos últimos Mundiais após a eliminação do Brasil trazendo os “motivos” pela queda da seleção brasileira e sempre com a frase: “se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas”. Além disso, também falava que “o Brasil vendeu a Copa do Mundo para a Fifa” em troca de um total 23 milhões de dólares (cerca de R$ 88,8 milhões) para jogadores e membros da comissão técnica. A falsa notícia ainda dizia que Neymar não queria entrar em campo contra a Bélgica, mas foi convencido por Tite, “afinal sua ausência levantaria suspeitas”.

Urnas programadas para o horário de Verão
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisou desmentir a notícia de que as urnas eletrônicas estariam equivocadamente programadas de acordo com o Horário de Verão que, neste ano, foi adiado para novembro, em vez de iniciar em outubro. Segundo a postagem, as urnas não computariam os votos de antes das 9h nem os coletados após as 16h.

Votos nulos cancelam as eleições
Ainda sobre o dia das votações, uma mensagem falsa voltou a ganhar destaque em redes sociais, defendendo que se o voto nulo alcançar a maioria no pleito, a eleição é anulada e todos os candidatos ficam impossibilitados de concorrer novamente. Não é verdade!

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, ainda que 99% dos votos fossem nulos, estaria eleito aquele que teve mais indicações entre os 1% que votaram corretamente. Do ponto de vista prático, é impossível anular uma eleição desta maneira.

Kit Gay
Causou grande repercussão a entrevista do candidato Jair Bolsonaro (PSL) ao Jornal Nacional, no dia 28 de agosto. A parte que chamou maior atenção do público foi o momento em que o presidente eleito mostrou um livro que seria parte do que se chama de “kit-gay”.

O deputado federal afirmou que a edição estaria disponível em bibliotecas de escolas públicas, mas a informação era falsa. Em 2016, o Ministério da Educação lançou nota à imprensa negando que distribuía os livros, publicados no Brasil pela editora Companhia das Letras, para compor o acervo de bibliotecas de escolas públicas. A edição nunca fez parte do Programa Nacional do Livro Didático/PNLD e do Programa Nacional Biblioteca da Escola/PNBE.

Doação de cadeira de rodas pelo Comitê Olímpico
A mensagem de que 500 cadeiras de rodas estariam disponíveis para doação repercutiu nas redes sociais. Trata-se, no entanto, de uma informação falsa.O texto ressalta que, para os interessados em receber, bastava ter laudo médico e estar cadastrado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Essa notícia já circula nas redes desde 2015 e foi desmentida várias vezes em todo o Brasil.

Ursal
A sigla URSAL, foi mencionada no primeiro debate dos presidenciáveis na TV em 2018 pelo candidato Cabo Daciolo em uma pergunta a Ciro Gomes. Ela designaria a União das Repúblicas Socialistas da América Latina.

Daciolo afirmou ainda que Ciro Gomes foi um dos fundadores do Foro de São Paulo e que essa organização estaria planejando unificar a América Latina. O assunto foi muito comentado nas redes sociais e desmentido: a Ursal não passa de uma brincadeira; uma ironia feita por uma socióloga em um artigo. Portanto, é uma fake news (mas que rendeu ótimos memes esse ano)

WhatsApp bloqueado para conter a greve dos caminhoneiros
Em meio à grande greve dos caminhoneiros deste ano, surgiu um boato sobre uma atualização que inviabilizaria o uso do WhatsApp que se propagou em grupos no aplicativo. O motivo seria uma determinação do Governo Federal para dificultar a comunicação de participantes da greve dos caminhoneiros e tentar desarticular o movimento com essa restrição de comunicação.

A mensagem, em áudio, dizia o seguinte:“Pessoal, vou deixar essa mensagem aí. Bom dia. Se, porventura, aparecer aí para atualizar o WhatsApp de vocês, não o atualizem. Presidente deu ordem para bloquear o WhatsApp, entendeu? Por causa da greve aí que está acontecendo… a greve está tomando proporções, aí… enormes, entendeu? Já está afetando muita coisa, e o presidente mandou bloquear o WhatsApp. Então vai aparecer aí, atualizar o WhatsApp, vai ficar pensando que é para atualizar, vai bloquear o seu aplicativo. Beleza? Então, fica esse alerta aí… divulga esse áudio aí para deixar a população ciente aí… vamos todos contra esses safados aí…”

E como muitas vezes aconteceu nesse ano, era apenas mais uma grande fake news.

 

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