Cheias são problemas frequentes que atingem, principalmente, Montenegro, Pareci Novo, São Sebastião do Caí, Bom Princípio e Capela de Santana FOTO: Arquivo/Jornal Ibiá

Sonho antigo das cidades da parte baixa do Vale do Rio Caí, o plano de prevenção de cheias está voltando a ganhar força e pode, finalmente, se tornar realidade. Um Grupo de Trabalho (GT) foi criado para tratar do assunto e, na última sexta-feira, dia 22, se reuniu com o secretário estadual de Articulação e Apoio aos Municípios, Rodrigo Lorenzoni, para introduzi-lo ao problema vivido pelas comunidades das cidades afetadas pelas cheias e convidá-lo a integrar a equipe.

O convite partiu do senador Lasier Martins (Podemos) e do deputado estadual Tiago Simon (MDB), que fazem parte do GT junto com outras lideranças estaduais e locais. “Quero poder contribuir com o que for necessário para o andamento dessa ideia que, quando finalizada, trará benefícios para milhares de gaúchos”, garantiu Lorenzoni. Na ocasião, foi apresentado um estudo realizado em conjunto com a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) e a secretaria estadual de Obras e Habitação que prevê a construção de um dique ou de um corta-rio para minimizar o estrago das cheias que causam prejuízos econômicos e sociais para toda a região.

No encontro, o superintendente da Metroplan, Pedro Bish Neto, comprometeu-se em 10 dias ter um novo descritivo adequado e atual para ser encaminhado a ministérios em Brasília. Com o novo documento, uma agenda organizada por Lorenzoni deve ocorrer na Capital Federal em 30 dias. A ideia é de que o grupo se encontre com o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e também com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. O recurso estimado necessário para viabilizar o novo projeto é em torno de R$ 6 milhões.

Presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc), o prefeito de Pareci Novo, Oregino José Francisco, também participou da reunião e ressaltou a importância de se buscar recursos para viabilizar o projeto. “Já chega de sofrer e ter prejuízos com as cheias. Temos que buscar soluções”, colou. Estimativa da Metroplan indica que, se nada for feito, a expectativa é de que haja cerca de R$ 20 bilhões de prejuízo em todo o Vale do Caí nos próximos 30 anos.

Também participaram da reunião o secretário adjunto de Obras do Estado, Ervino Deon; a diretora da secretaria de Obras e Habitação, Kellen de Mattos; o diretor da Metroplan, Írio Meneghetti; e o subchefe da Defesa Civil no Rio Grande do Sul, tenente-coronel Rodrigo da Silva Dutra.

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