Depósito tem cerca de 200 carros que entraram em desuso pelas entidades ligadas a Emater

27 carros serão leiloados em setembro, outros 36 vão para Bombeiros Voluntários e muitos ficarão no depósito

O Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (Cetam) já teve seu tempo de glória e, de fato, contribuiu muito no aperfeiçoamento de técnicas de manejo das várias culturas para os agricultores da região. Hoje, suas áreas ainda abrigam galpões e prédios utilizados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS) para oferecer os cursos aos produtores.

Além dos espaços para os cursos, o local também se tornou um depósito de carros que um dia foram usados pelas unidades da Emater e Centros de Treinamento de todo o Estado. De acordo com a entidade, estão no local cerca de 200 carros, desde fuscas, unos, gols até kombis. Alguns estão há tanto tempo no local que já apresentam sinais de deterioração, além da vegetação crescer no entorno.

Parte destes carros será leiloada, outros têm a possibilidade de repasse em sistema de comodato – empréstimo gratuito de coisas que não podem ser substituídas por outras iguais.

O gerente de administração Patrimonial da Emater, Floriano Paz Aquino, explica que o órgão está instalado em 600 municípios do Estado e possui uma frota de 1,5 mil veículos, que quando entram em desuso, seja por constante manutenção ou quando esta se torna cara demais, são levados até o local. É o único no Estado apto a recebê-los.

“Hoje temos 27 carros que estão liberados para leilão, que deve ocorrer em setembro – por meio de sistema online. Outros têm penhor judicial por ações trabalhistas, INSS e ainda não podemos nos desfazer deles por estarem em ações judiciais”, detalha Aquino.
Os valores arrecadados no leilão retornam para a entidade e são reinvestidos em equipamentos, estrutura e material de apoio.

Segundo Aquino, outros 36 carros devem ser cedidos à Associação de Bombeiros Voluntários do RS. “É melhor que estejam em uso do que lá, se deteriorando”. Enquanto isso, outros carros seguem no local sem prazo para remoção. “O quadro (do depósito do Cetam) sempre vai se alterando, é temporário”, explica.

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