FOTO: FREEPIK

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste no valor da bandeira tarifária a ser pago pelos consumidores na conta de luz. Vale já a partir de julho. A notícia da alta vinha sendo antecipada há semanas, dada a crise hídrica e a consequente baixa nos reservatórios das hidrelétricas. O custo da bandeira vermelha patamar dois, que segue vigente, pula de R$ 6,24 para R$ 9,49, um reajuste de 52%. Esse valor extra da bandeira é cobrado a cada 100 kwh (quilowatt-hora) consumidos. A previsão é que essa cobrança continue, pelo menos, até novembro.

A Aneel também decidiu os novos valores para as outras bandeiras. A amarela será de R$ 1,874 a cada 100 kWh e a vermelha patamar 1, de R$ 3,971 a cada 100 kWh. A bandeira verde, que indica boas condições de geração de energia, é gratuita desde a adoção do sistema, em 2015.

“A questão da bandeira é, acima de tudo, uma ferramenta de transparência, pois, sinaliza, mês a mês, as condições de geração (energética) no país. (Elas) que refletem os custos cobrados. Não existe, portanto, um novo custo”, avalia o diretor geral da agência, André Pepitone. “É um sinal de preços que mostra ao consumidor o custo real da geração no momento em que ela ocorre. Dando, inclusive, oportunidade do consumidor de se preparar e adaptar o seu consumo, fazendo um uso mais consciente da energia.” Ele pontua que, por causa da crise hídrica, são acionadas as usinas térmicas, que custam mais; por isso a alta.

Em Montenegro, para além da cobrança extra imposta nas bandeiras, houve uma nova alta. Foi o reajuste anual das tarifas da RGE, também aprovado pela Aneel, que implicou num aumento médio de 9,93% para os clientes de baixa tensão. Está valendo desde o dia 19.

Deixe seu comentário