em meio a várias sacolas de lixo, uma cadela morta foi jogada dentro de um container na rua Ramiro Barcelos. Esta prática é proibida pela legislação e, além do mau cheiro causado pela decomposição, dissemina doenças

Além do mau cheiro, essa conduta pode causar sérios danos à saúde

Uma dúvida muito frequente entre a população que mora no meio urbano é o que fazer com os animais de estimação depois que morrem. Devido à falta de informações ou ao excesso de negligência, algumas pessoas estão fazendo o descarte dos bichos em lixeiras comuns, contribuindo para a disseminação de doenças e a contaminação ambiental.

A empresa Komac, responsável pela coleta de lixo em Montenegro, não pode recolher animais mortos. Mesmo diante dos esforços do poder público em estimular a consciência ambiental da população, a gerente da concessionária, Maroá Rocha, conta que falta mais colaboração da comunidade. “Às vezes, as pessoas querem até que peguemos cavalos mortos, mas nada disso fazemos”, revela Maroá. “Não temos licença para realizar esse tipo de serviço”.

Quando os trabalhadores da empresa se deparam com casos como esses, eles não podem recolher, mas o grande problema é identificar o animal no meio dos resíduos e retirá-lo. “Os containers são grandes e as pessoas misturam tudo, dificultando o processo”, esclarece a gerente. “Existem situações em que os funcionários percebem a presença de animais mortos pelo cheiro forte”, ressalta.

Além do descaso com meio ambiente, estas ações ultrapassam os limites da irresponsabilidade e da crueldade. “Eu já presenciei o caso de um saco encontrado dentro de uma lixeira cheio de filhotes de cachorro ainda vivos. Felizmente, os meninos (trabalhadores da Komac) chegaram pra recolher o lixo e encontraram eles ainda com vida”, conta Maroá. “Graças a Deus, conseguimos salvar os cachorrinhos e doá-los”.

Quando se trata da destinação de animais mortos, existe uma série de restrições que devem ser consideradas. O secretário municipal de Meio Ambiente, Rafael de Almeida, orienta a população a enterrar os bichos dentro da propriedade do dono e em local adequado. Com base em estudos da Embrapa, ele ainda destaca que isso não poderá ser feito próximo de cursos hídricos e ou açudes, e as covas não poderão ser profundas para não alcançar o lençol freático e proporcionar uma decomposição mais rápida.

Em situações em que o animal vir a óbito devido a zoonoses (doenças) tais como parvovirose, cinomose e/ou leptospirose, o que pode contaminar o solo e lençol freático, a ação de enterrá-lo se torna inviável. Nesse caso, é imprescindível  contatar uma empresa que receba este tipo de resíduo e seja licenciada pela Fepam, para assim ser realizado o destino final adequado para o mesmo, sem causar algum impacto na saúde pública e ao meio ambiente.

A diretoria de Limpeza Pública do Município recolhe animais mortos (atropelados) na via e os encaminha para uma empresa licenciada pela Fepam para esta atividade, que possui um termo de parceria com o município. Os donos dos animais mortos estão sujeitos ao pagamento de multas se forem identificados.

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