Apreensão era de que repasse nas bombas fosse percentualmente igual ao das refinarias, chegando aos 3,5%. FOTO: REPRODUÇÃO/INTERNET

Motoristas temiam o repasse dos postos após decisão da Petrobrás

Como noticiado pelo Ibiá na última quinta-feira, 19, a Petrobras voltou a aumentar o valor dos combustíveis nas refinarias. A estatal não teria suportado a defasagem verificada em relação aos preços do mercado internacional, fator que foi impulsionado pelo encarecimento do petróleo após os ataques na Arábia Saudita. O último ajuste da gasolina tinha sido feito no início do mês, mas, diante de todo esse cenário, um novo foi feito. Este, para deixar os motoristas prontos para pisar no freio.

O litro da gasolina foi reajustado em 3,5%, saindo das refinarias R$ 0,0592 mais caro. O impacto no diesel foi ainda maior: 4,2% ou R$ 0,0916.

As atenções se voltaram aos postos e distribuidoras. Afinal, são eles que “definem” os preços que vão impactar o consumidor final. Precisam considerar ali os impostos federais e os estaduais sobre o novo custo; também seus gastos com funcionários, transporte e afins; ainda de olho na concorrência para que seus estabelecimentos permaneçam atrativos. A própria Sulpetro – sindicato que representa os empresários aqui do estado – emitiu nota para esclarecer que não sabia o quanto a decisão da Petrobrás traria de impacto, “pois muitas variáveis influenciam no preço final”. Mas após toda a apreensão, cinco dias depois da alta nas refinarias, o que se verificou em Montenegro foi uma alta mais leve do que a esperada.

Diferença nas bombas foi de 0,9%
Na quinta-feira passada, quando o impacto da Petrobrás ainda não tinha chegado nas bombas, o preço médio da gasolina comum no Município era de R$ 4,36. A da aditivada era de R$ 4,49. E novo levantamento feito nesta terça-feira, 24, indica um reajuste relativamente pequeno. A comum está custando, em média, R$ 4,40. A aditivada, R$ 4,52. Foi um encarecimento de R$ 0,04 e R$ 0,03. Em percentuais, ajustes que não passam de 0,9%.

Sim, ninguém quer pagar mais, mas essa alta ainda mantém o combustível abaixo dos mais recentes picos que teve a precificação. Se em 2018, a gasolina aditivada beirava, por centavos, os R$ 5,00, o ano de 2019 se iniciou com seqüência de queda.

O preço é bastante volátil, houve um pico em maio em que os preços foram a R$ 4,79 e R$ 4,86, mas, desde então, tem se constatado uma sequencia de reduções que não foram eliminadas a partir da recente decisão da Petrobras.

Ressalta-se que, dos doze postos pesquisados, cinco sustentaram o mesmo valor praticado na última quinta-feira (pré alta nas refinarias).

Gráfico mostra preço em queda desde maio

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