Episódio ocorreu em Seminário de Competitividade da Assembleia. FOTOS: PIRATINI/FEDERASUL/DIVULGAÇÃO

Uma das principais entidades empresariais do Município, a ACI Montenegro/Pareci Novo emitiu nota de repúdio ao governador Eduardo Leite neste final de semana. O motivo? O posicionamento do chefe do Executivo gaúcho diante de uma pergunta da presidente da Federasul, Simone Leite, sobre a reforma tributária. A Federasul é como a “entidade mãe” da ACI ao englobar diferentes associações empresariais de todo o Estado.

Dizendo que a atitude foi “deselegante” e “desrespeitosa”, a ACI Montenegro colocou que Eduardo Leite “não apenas ofendeu nossa presidente, mas a classe empresarial produtiva que leva nas costas a máquina estatal ineficiente”. Disse, ainda, que o governador vem sacrificando a sociedade gaúcha no momento atual e que “não fará diferente com a nova proposta das reformas tributárias e fiscais”.

O episódio em questão ocorreu durante o Seminário de Competitividade promovido pela Assembleia Legislativa na última sexta-feira, dia 24. A presidente da Federasul havia enviado um questionamento por escrito que dizia: Governador, considerando que estamos perdendo empresas e talentos para outros estados e que o governo está propondo aumento de carga tributária, como vamos melhorar nossa competitividade em relação aos estados da região Sul?”

Foco das críticas, a resposta de Eduardo Leite foi considerada dura. Eu confesso que tinha expectativa de que a Simone Leite, a presidente da Federasul, tivesse uma capacidade melhor de entendimento da reforma. Porque essa fala de aumento da carga tributária sugere dois caminhos: ou a má intenção, de distorcer o que está acontecendo na reforma – e eu espero que não haja má intenção da presidente da Federasul – ou ao desconhecimento ou alguma capacidade de incompreensão que talvez revele alguma incapacidade nossa de traduzir para ela essa reforma.”

O governador defendeu que a proposta pressupõe uma reorganização da distribuição dos custos e salientou que nunca haverá reforma em que todos os impostos sejam reduzidos.  “Uma reforma tributária significará redução em alguma parte e aumento de imposto na outra. Mas isso não significa aumento de carga tributária. É isso que não é compreendido pela presidente da Federasul aqui. Porque a carga tributária é o custo total dos impostos sobre o PIB e não há aumento de carga tributária na proposta que estamos apresentando para a sociedade gaúcha”, complementou.

Em seu Facebook, Simone Leite agradeceu o apoio de entidades como a ACI e escreveu que não revidaria as insinuações sobre sua capacidade de entendimento e compreensão. “O nosso debate é no campo das ideias e não há matemática criativa que convença um trabalhador, que vai pagar mais pelo seu café da manhã e pelo sustento da sua família, ou um pequeno empresário que irá pagar quase o dobro de IPVA que se paga em Santa Catarina, que não houve aumento da sua carga tributária”, colocou. A reforma tributária do Estado deve ser enviada à Assembleia na próxima semana.

No que ficar de olho na proposta de Reforma Tributária do Estado

1 comentário

  1. Eu concordo com o governador, embora discorde de sua conduta política, mas nesse aspecto da reforma, o que ocorre, bem diferente do que a presidente da federasul afirma, que o empresário carrega nas costas a ineficiência da máquina estatal, o interessante que essa gente que prega o estado mínimo, privatizações, retiradas de direitos trabalhistas e previdenciários, são os primeiros a.se.beneficiarem do estado, com perdão de dívidas, isenções fiscais, empréstimos a juros baixos e em contrapartida como a geração de empregos e investimentos muito pouco, quando é para retirar do trabalhador são os primeiros a apoiarem, depois se queixam da economia fraca ora pois, trabalhador serciado nos seus direitos, não consome, a economia não cresce.

Deixe seu comentário