Atividade lotou o Espaço Cultural Braskem e contou com a participação de diferentes entidades do município

Na Estação da Cultura, atividade reuniu dezenas de mulheres para a abertura oficial da programação em Montenegro

Dedicado à saúde da mulher, o Outubro Rosa conta com uma série de ações voltadas à conscientização do câncer de mama. Na tarde desta terça-feira, 15, a Secretaria Municipal de Saúde através do Núcleo Municipal de Educação e Saúde (Numesc), realizou a abertura oficial da semana de programação que busca conscientizar um número cada vez maior de mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce na luta contra a doença. As atividades são realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, EMATER/RS, Sesc, Hospital Unimed, Amigas do Peito, Hospital Montenegro 100% SUS e OASE.

Além do compartilhamento de informações e experiências, houve troca de afeto

Inicialmente, a programação estava marcada para começar às 13h30min com uma ginástica laboral no Sesc seguida da tradicional Caminhada Outubro Rosa, em direção a Estação da Cultura, porém, devido à instabilidade do clima, ambas ações não ocorreram. No Espaço Cultural Braskem, dezenas de mulheres inundaram o salão de cor de rosa e ressaltaram a importância da atividade no enfrentamento à doença, como explicou a secretária de saúde Cristina Reinheimer. “Esse é um dos eventos mais importantes, uma vez que trabalhamos fortemente a prevenção do câncer uterino, que é um dos cânceres com maior incidência no país, principalmente no Rio Grande do Sul”, destacou a secretária.

De acordo com a Secretária, o município registrou 21 casos de câncer, uma redução comparada ao mesmo período do ano passado – de janeiro até outubro. “Em 2018, tivemos 27 casos encaminhados pela secretaria para São Leopoldo, que é nossa referência”, salientou Cristina, acrescentando que também houve queda no número de óbitos, sendo 6 em 2018 no município (rede privada e SUS) e 4 neste ano.

A Abertura Oficial do evento contou com o depoimento emocionante de Neusa Maria Vieira Silva, paciente e funcionária do Hospital Montenegro 100% SUS. Ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2016. “O tratamento do HM, o apoio dos amigos, colegas de trabalho e familiares fez toda a diferença no meu processo de recuperação”, revelou a paciente. “Não deixem de fazer os exames”, alertou Neusa, que faz acompanhamento a cada seis meses.

Enquanto a funcionária do HM relatava sobre um dos momentos mais delicados que já passou, a assistente de escola Vera Pick, 57, compartilhava das mesmas emoções. Integrante do Grupo amigas do Peito, além da força e alegria, ela também carrega na história dois diagnósticos de câncer. “A primeira vez fui diagnosticada em 2005, quando tive que retirar parte da mama, depois, em 2017, ele reapareceu no mesmo lado e foi necessário fazer a retirada total do seio”, disse Vera. “Eu sempre tive muita fé e levei tudo isso de forma tranquila”, enfatizou a assistente de escola.

Evento contou com o depoimento de Neusa Maria Vieira Silva, paciente e funcionária do Hospital Montenegro, diagnostica com câncer de mama em 2016

Programação
Na próxima sexta-feira, dia 18, a programação segue na localidade de Muda Boi, onde ocorrerá atividades físicas, orientações de saúde, depoimentos e palestra com o Dr. Túlio Farret, Ginecologista Obstetra e Mastologista. No dia, o evento será no Ginásio de Esportes da comunidade.

Palestra abordou mitos e verdades sobre o câncer
Além da participação do ginecologista, obstetra e mastologista Túlio Farret, a programação do Outubro Rosa também contou com a palestra do mastologista Ricardo Antônio Boff, que trabalha com diagnóstico e tratamento do câncer de mama há mais de 30 anos. Durante o evento, o médico abordou alguns dos principais mitos falados sobre o câncer de mama. “Um dos mais comuns é de que a mamografia causa câncer ou que, por apertar a mama, o exame é prejudicial”, disse Boff.

“A verdade é que os benefícios da mamografia são muito superiores a qualquer danos que ela possa causar”, destacou o médico, afirmando que a dose de radiação é mínima e que a compressão feita para o diagnóstico não tem efeito prejudicial algum. “A mamografia, juntamente com a ecografia em casos selecionados, tem salvado muitas vidas.”

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