Perigo de contaminação é restrito a regiões em que o alimento é consumido fresco, como o Norte do País. Foto: reprodução internet

Sem risco. Alimento é pasteurizado, eliminando possíveis contaminações

O consumo de açaí está se popularizando nos últimos anos. Famoso na região Norte do Brasil, contudo, o alimento vem sendo associado à Doença de Chagas. Causada pelo parasita Trytpanosoma Cruzi, que se aloja nas fezes do mosquito barbeiro, seus sintomas incluem dores de cabeça e febre, podendo ser transmitida pela picada do inseto ou via oral através de alimentos. Seu principal efeito é a insuficiência cardíaca.

Nos últimos dias, está circulando nas redes sociais uma informação sobre a contaminação pela Doença de Chagas através do açaí, que ocorre quando as fezes ou até mesmo o próprio animal é misturado junto à polpa da fruta e ingerido pelas pessoas. A diretora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, Ester Sabino, porém, afirma que o risco de contaminação pelo alimento é restrito ao Norte, por conta do hábito de ingerir o alimento fresco.

Segundo uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, o açaí pasteurizado elimina as chances de contaminar a população. Em Montenegro, no café La Padoca, o administrador, Murilo Machado, afirma que não há perigo. “O que acontece no Pará é que o açaí é colhido e moído na hora para consumo. A polpa vendida aqui no Sul é pasteurizada, passando por processos de industrialização, dentro das normas de vigilância”. O proprietário do Rei do Milk Shake, André Antoniollo, confirma: “O açaí que recebemos já vem pasteurizado e congelado, então não passa pelo perigo de contaminação”.

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