Primeiras 'bergamotinhas' de raleio têm sido jogadas fora. Foto: Arquivo Ibiá

De acordo com Informativo Conjuntural divulgado pela Emater no último dia 16, a estiagem está sendo extremamente prejudicial para o desenvolvimento dos pomares de bergamoteiras e laranjeiras da região do Vale do Caí. A cultura encontra-se na entressafra e o clima severo pode provocar a queda de folhas e frutos, e até mesmo fazer a planta secar.

Em Bom Princípio, a citricultura está sendo muito atingida pela estiagem que se estabeleceu desde dezembro. A lima ácida Tahiti (o conhecido limãozinho verde) está em situação crítica. Vários produtores procuraram a Emater/RS-Ascar para relatar a morte de plantas na terra, desde plantas jovens até outras com mais de 10 anos. Além da mortalidade das árvores, os frutos estão pequenos e secos.

Em Montenegro, apenas 5% dos agricultores iniciaram o raleio das bergamoteiras devido à estiagem; os que o fazem, colocam a fruta no chão, pois ainda não tem calibre para a venda à indústria que fabrica o óleo essencial da bergamotinha verde. Além disso, a adubação não pôde ser realizada nos meses finais de 2019, devido à falta de chuvas.

As plantas estão estressadas, e a absorção de nutrientes, agrotóxicos e demais insumos é prejudicada; por isso, muitos agricultores estão optando por não realizar aplicações e pulverizações. Esse estresse e a falta de manejo poderão acarretar em perda de produção e em frutos de menor qualidade.

É grande a esperança para que as chuvas tenham voltado de forma constante, se prolongando na próxima semana. Isso deve dar um alívio ao setor agrícola, onde, principalmente, as propriedades familiares têm sido prejudicadas. Muitos produtores investiram na safra e agora não terão muito o que colher, sendo que, em alguns casos, não há seguro.

Até esta quarta-feira, dia 22, 76 municípios gaúchos já haviam decretado situação de emergência devido a seca. Para o vice-presidente da Fetag-RS, Nestor Bonfanti, “a situação é grave, já que as perdas atingem diversas culturas, desde os grãos até a criação de animais e produção leiteira”. A projeção do setor é de aumento no preços de itens como hortaliças e legumes.

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