Monteiro Lobato com os personagens originais de sua obra eternizada pela tevê. Foto: Internet

Considerado o criador da Literatura Infantil no Brasil, José Renato Monteiro Lobato morreu de derrame no dia 4 de julho de 1948, em São Paulo. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, era filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e da dona de casa Olímpia Augusta Monteiro Lobato. Formou-se em Direito na Faculdade do Largo São Francisco; e logo passou em um concurso público para promotor.

Em 1908, casou com Maria Pureza da Natividade com quem teve quatro filhos. Dez anos depois, publicou o primeiro livro, o Urupês. Uma obra que marcou época mostrava os problemas do país e do povo brasileiro e condenava a miscigenação.

Lobato se dedicou à literatura para crianças, aos quais escreveu 26 livros. Mas também foi jornalista, tradutor, editor e empresário. Chegou a fundar a própria editora, mas faliu. Em 1921, publicou Narizinho Arrebitado, um grande sucesso, que deu origem ao clássico nacional Sitio do Pica-Pau Amarelo. Entre as obras infantis: O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Memórias de Emília e O Pó de Pirlimpimpim.

Mas, Monteiro Lobato escreveu para adultos também, como o Escândalo do Petróleo. Ele fala do nacionalismo e se mostra favorável à exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras. Chegou a enviar uma carta ao então presidente Getúlio Vargas onde denunciava o interesse estrangeiro. Acabou preso por aquela ditadura, pois a carta foi considerada ofensiva.

Em 2010, mais de 60 anos após a sua morte, Monteiro Lobato ainda causa polêmica. No Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança pedia a retirada do livro “Caçadas de Pedrinho” da lista de leitura obrigatória em escolas públicas. O Conselho Nacional de Educação alegava que a obra possui teor racista, por causa dos termos que o autor usa pra se referir à Tia Nastácia, que é negra.

O ministro Luiz Fux negou o pedido. Monteiro Lobato era assim: cético, polêmico, nacionalista, fantasioso, sonhador. Como ele mesmo dizia: “Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos”.

 

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