Performance, artes, Tremulum, infinito, Praça Rui Barbosa, curiosidade, capim
Artista ficou por cerca de 2h na Praça
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Performance chama Formas de Vestir o Infinito

A hora do almoço no Centro de Montenegro foi, no mínimo, curiosa para quem passou pela praça Rui Barbosa. Uma moça coberta de capim seco chamava atenção, pela sua performance imóvel e pelo barulho de galinhas e pintinhos ao seu redor.

Aos poucos, vários curiosos foram chegando e tentando conversar. Outros interpretavam a cena por si mesmos. O pedreiro José da Silva, 74, foi ao banco e voltou para a praça. Ele estava decidido a saber o motivo da cena. “Me causou admiração. Eu fiquei curioso”, conta. Ele, que achou que se tratava de um protesto, ofereceu até uma paçoca para a moça ruiva ali sentada.

A secretária Jakeline de Matos Botelho, 24, é de Taquari e estava em Montenegro resolvendo questões pessoais. “Eu cheguei na praça umas 10h e logo ela estava chegando. Sentou aqui e não saiu mais”, descreve. Jakeline ficou sentada no banco ao lado da artista. Preocupada, ela conta que chegou a oferecer água, mas não obteve resposta.

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Intervenção artística gerou curiosidade no horário de almoço

Formas de vestir o infinito
Artista do grupo Tremulum, Lis Machado representava a performance “Formas de vestir o infinito”. Segundo ela, o objetivo do grupo é fazer intervenções artísticas sem necessariamente falar sobre o que significa. Essa atitude possibilita múltiplas interpretações, como as que ocorreram hoje na praça.

“Esse capim é muito recorrente onde eu moro, que é Porto Batista. Isso pra mim é o infinito”, afirmou ela, após questionar aos presentes o que acharam da performance. A ideia da performance Formas de Vestir o Infinito é trazer esse debate, sobre o que é o infinito para cada pessoa. “O infinito parece sempre que está longe, mas o infinito é feito de várias parcelas finitas”.

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Vários curiosos ficaram ao redor da artista

Lis comentou ainda, que durante as duas horas em que ficou parada na praça, percebeu diversas interações do público. Algumas pessoas fizeram fotos, outras ofereceram água ou comida, teve as que tentaram conversar e até quem falou sobre a própria interpretação da apresentação. “Eu ouvi tantas coisas diferentes, que isso que eu fiz pode ser interpretado como as pessoas quiserem. Eu jamais imaginei que alguém ia chorar ou contar a história da sua vida”, finalizou a artista.

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