Aulas serão no modelo híbrido, com atividades presenciais e à distância. Foto: Reprodução/Agência Senado

Nova regra vale para regiões classificadas em qualquer bandeira do distanciamento controlado

No final da tarde dessa segunda-feira, 15, o governo do Rio Grande do Sul publicou Decreto que revoga a norma que limitava em 50% a ocupação de salas de aula durante a pandemia. Desse modo, creches, escolas e universidades poderão ter até 100% dos alunos nas atividades presenciais, desde que seja respeitada a distância mínima de 1,5 metro entre classes.
Com o retorno das atividades nas instituições de ensino da rede estadual – em formato híbrido – programadas para o dia 8 de março, a revogação gerou preocupação entre os educadores.

Para a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, o governo tomar tal atitude durante o feriadão é irresponsabilidade. “A sorte é que estamos sempre atentos, porque se não, passaria também sem sabermos. Nós temos uma preocupação, desde o início do ano letivo de 2020, que é com a vida dos nossos alunos, professores e funcionários. É um equívoco, para nós, enquanto não tiver a vacinação, buscar fazer com que a escola volte na sua plenitude”, diz.

O novo decreto é válido para todas as regiões classificadas em qualquer uma das bandeiras do modelo de Distanciamento Controlado. “Na bandeira preta não deveria ser permitido ninguém, mas infelizmente o governador resolveu não escutar mais a ciência”, lamenta Helenir. O regramento também é válido para cursos de idiomas, ensino de esportes, danças e artes cênicas e cursos de formação profissional.

A norma foi um pedido da prefeitura de Lajeado e do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe) para o gabinete de crise do governo, que resolveu acatar a solicitação. O motivo para a alteração foi de que com isso seria possível a retomada de atividades presenciais para o maior número de alunos.

A presidente do Cpers é contrária à lotação máxima nas escolas. “Não é só o momento de sala de aula que temos que cuidar o distanciamento dos alunos, mas como fazer isso na entrada da escola, na saída, ou durante o recreio? Quanto mais pessoas tiverem na escola mais difícil será manter o distanciamento”, declara.

Vacinação

Preocupação dos profissionais da educação e funcionários de instituições de ensino, a vacinação contra a Covid-19 segue como prioridade para o retorno das atividades presenciais. “Continuamos na busca da vacinação dos professores e dos funcionários. Já notificamos o governo que queremos estar no primeiro grupo de vacinação, porque é a nossa saúde e também é a saúde dos nossos alunos. Nós não queremos ser transmissores”, relata Helenir.

Em Montenegro, o Sindicato dos Profissionais da Educação dos Sistemas de Ensino Municipais de Montenegro e Pareci Novo (Sinpedu) está organizando uma carreata para este sábado, 20, em prol da vacinação para os profissionais da educação. A ação tem como ponto de partida o posto Triângulo (próximo ao Centenário), às 10h. Todos são convidados a participar e integrar a luta.

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