Até o dia 20 de dezembro é possível conferir lindo artesanatos, presentes e brinquedos na tradicional Feira Natalina de Artesanato e Produtos Coloniais de Montenegro, na Praça Rui Barbosa. A feira fica aberta diariamente, das 9h às 19h, inclusive domingos e feriados. Esta é a 18ª edição da feira, que reúne grupos de artesãos da cidade. Esse ano, devido à Covid-19, o número de feirantes reduziu. Há integrantes da Amarti, do Brique na Estação e dos Grupos Organizados do Lar (Gols). Além disso, nas sextas-feiras, há produtos coloniais alimentícios.

Para Arcelônia Fagundes Kraemer, 66, que há cerca de oito anos participa da feira, o evento é mais do que uma oportunidade de fazer negócios. “Esse foi o motivo de eu não entrar na depressão, que eu trato há 10 anos, por causa da pandemia. Para mim, participar aqui, e participar de uma entidade como a Amarti, não tem preço”, relata a artesã. “Todo o trabalho que eu faço, eu faço com muito amor! Quando começa a feira, o meu endereço é a Praça Frui Barbosa”, afirma.

Pelo segundo ano na feira, Elbia de Souza, 52, integrante do Brique na Estação, conta que em 2020 as pessoas estão buscando presentes e produtos úteis no dia a dia. “No ano passado eu vendi muito sapatinho de criança. Já este ano, estou vendendo máscaras, porta-máscara e nécessaire”, exemplifica. Elbia expõe uma preocupação que aflige todos os expositores: o medo de que, com a piora da propagação do novo coronavírus, o espaço precise ser fechado. “Estamos com medo de não conseguir ficar até o dia 20”, afirma. Isso, para os artesãos que têm nesse, o melhor período de vendas, significa ficar com o prejuízo de produtos já feitos e sem saída. “Estamos com todos os cuidados. Usando máscara, mantendo o distanciamento e com álcool em gel”, afirma ela.

A novidade da feira, este ano, são os jogos educativos. Produzidos pelo artesão Adair Semler, 52, as atividades pedagógicas desenvolvem diferentes habilidades em crianças de várias fases. Há opções de montagem, colagem, músicas interativas, jogos para alfabetização, entre outros. “Tem atividades em feltro, tecido, madeira, entre outros”, afirma Adair. “As atividades mudam o grau de dificuldade conforme o desenvolvimento da criança”, explica.

As expositoras reiteram que os trabalhos são feitos com muito carinho, de forma manual. “A gente convida para que nos prestigiem, nos visitem. A gente faz as coisas bonitas para enfeitar o lar”, diz a artesã Schirlen Dias, 58. Ela, que faz parte do Gol das Rosas, do Faxinal, também usa o tempo na praça para produzir os panos pintados à mão. “A gente traz o atelier aqui para a praça. Vamos produzindo e mostrando aos visitantes da feira como nós trabalhamos”, diz.

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