Efeitos colaterais passam rápido e são leves, segundo profissionais. Foto: Arquivo Ibiá

Secretária Cristina Reinheimer reforça a segurança dos imunizantes aplicados

É comum que na bula de qualquer remédio contenha a pergunta: “Quais os males que este medicamento pode me causar?”. Os “males” são as reações adversas, os chamados efeitos colaterais que podem aparecer, mas que não superam a vantagem da cura, do tratamento ou da prevenção e, por isso, são tolerados pelos órgãos reguladores.

Esses efeitos colaterais também são previsíveis e monitorados em todas as etapas de estudo clínico dos imunizantes, por exemplo. As vacinas Oxford/AstraZeneca e Coronavac podem gerar no organismo efeitos colaterais semelhantes. Os mais comuns são: dores de cabeça, dores no corpo, fadiga, náusea e calafrios.

O escritor Pedro Stiehl, 62 anos, sentiu quase todos eles um dia após tomar a primeira dose da vacina da AstraZeneca. “Bah, os efeitos colaterais da vacina da Covid são chatos. Essa madrugada foi de dor pelo corpo, calafrios e uma fadiga sem sentido e muito irritante. Mas tá passando. Logo tudo serão histórias para contar”, relatou ele em sua rede social. Ele tomou a primeira dose do imunizante no dia 17 de abril, e logo após já se recuperou dos sintomas. “O importante é estar imunizado”, completa.

Quem tomou a primeira dose da AstraZeneca no mesmo dia foi a montenegrina Marisa Utzig, de 61 anos. “Eu fiz por volta das 13h30, mas elas (enfermeiras) me disseram que poderia ter reação. Foi a sorte que eles me disseram, que daí eu já fiquei mais tranquila”, conta.

Marisa relata que no domingo lhe deu febre, mal estar e enjôo, mas que na segunda-feira já estava se sentindo melhor. “Eu vou fazer tranquila a segunda dose, nem que eu fique ruim de novo. É pro bem, eu levei nesse sentido”, conclui.

Reação do organismo
Segundo a Prefeitura de Montenegro, a ocorrência de efeitos colaterais – ainda que extremamente raros – e o intervalo maior entre as doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, de três meses, têm aumentado a recusa dessa vacina pelos brasileiros. A situação motivou os órgãos públicos a divulgar notas técnicas endossando os benefícios da vacina na proteção contra a Covid-19.

Os ganhos superam em muito os riscos de quadro de trombose (coágulos) descritos como possíveis efeitos colaterais desse imunizante. A secretária municipal da Saúde, Cristina Reinheimer, confirma. “Inclusive, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o comitê de assessoramento de vacinas da OMS (Organização Mundial da Saúde) reforçam que o benefício da vacina é muito – mas muito mesmo – maior que o risco”, ressalta.

Segundo Cristina, os efeitos colaterais relatados por muitos é comum, sendo uma resposta do organismo a vacina aplicada. A secretária ainda observa que cada organismo reage de um modo. “A maioria não sente nada”, atesta. Mas ela ressalta: aqueles que continuarem com os sintomas por mais de dois dias devem ir até a Secretaria da Saúde, na Timbaúva, para averiguar a situação.

O prefeito Gustavo Zanatta, que é fisioterapeuta por formação, explica que vacinas usadas para outras doenças também têm efeitos colaterais que podem ser desconfortáveis. “Nenhuma vacina ou medicamento é isenta de efeitos adversos”, afirma. Zanatta faz um apelo para que os montenegrinos confiem na vacina e encarem o eventual desconforto como o desafio final para obter a imunidade. “A pandemia só será vencida quando a maioria das pessoas estiver vacinada. Então, cada um deve dar a sua parcela de contribuição”, encerra.

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