A Região 8, onde está Montenegro e a maior parte do Vale do Caí no modelo de Distanciamento Controlado do Estado, começa 2021, mais uma vez, na bandeira vermelha. Como participa do modelo de cogestão, onde as responsabilidades pelos protocolos são divididas com os governos municipais, porém, ela pode continuar seguindo protocolos mais flexíveis, de bandeira laranja. A categoria vermelha indica nível grave de contaminação pela Covid-19 e de ocupação hospitalar.

A nível estadual, esta, que é a 35ª semana do sistema de bandeiras, volta a apresentar bandeira preta no mapa preliminar (o oficial, após pedidos de reconsideração, sai na segunda-feira). É na região de Bagé que, após duas rodadas em bandeiras mais leves, voltou a categoria de maior atenção, que ainda não é de lockdown, mas de regras bem mais rígidas, como o fechamento de todo o comércio não essencial. Ao todo, no Estado, houve redução no número de confirmados em leitos clínicos (-14%) e em UTI (-2%) na última semana; mas aumento de óbitos, numa elevação de elevação de 3% (de 456 para 469).

Implementação da salvaguarda de bandeiras vermelha e preta

A partir desta semana, o Distanciamento Controlado utiliza uma nova regra que garante bandeiras de risco alto e altíssimo (vermelha e preta) quando a região tem elevada quantidade de novas hospitalizações de pacientes confirmados com Covid-19 (conforme a região de residência do paciente) e, ao mesmo tempo, está inserida em uma macrorregião com baixa capacidade hospitalar.

Esse refinamento no modelo é necessário pois, quando a capacidade hospitalar está próxima do limite, os indicadores de “velocidade do avanço” e de “variação da capacidade de atendimento” se tornam prejudicados – uma vez que, mesmo havendo demanda por leitos, eles podem não ser preenchidos devido à lotação das áreas Covid dos hospitais. Esse aprimoramento visa melhor refletir e evitar o esgotamento de leitos.

A NOVA REGRA IMPÕE

Garantia de bandeira vermelha se ambas condições forem satisfeitas:
• O Indicador 6, hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região, apresentar bandeira vermelha ou preta;
• O Indicador 8, leitos livres/leitos Covid da macrorregião, estiver menor ou igual a 0,8.

Garantia de bandeira preta se ambas condições forem satisfeitas:
• O Indicador 6, hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região, apresentar bandeira preta;
• O Indicador 8, leitos livres/leitos Covid da macrorregião, estiver menor ou igual a 0,3.

A salvaguarda teria gerado modificações sutis nas 34 semanas anteriores. A bandeira preta teria sido acionada somente nas regiões de Pelotas e Bagé na semana 32, o que não teria gerado modificações no mapa preliminar, uma vez que o modelo nos moldes atuais captou bandeira preta em ambas regiões naquela semana.

No que diz respeito à bandeira vermelha, em toda a série histórica até a semana 34, que até hoje apresentou 283 bandeiras vermelhas no mapa preliminar, a salvaguarda teria gerado um aumento de 10,6% nesse número (teria apresentado 314 bandeiras vermelhas se essa trava estivesse em vigor – 31 a mais). No entanto, essas bandeiras poderiam ser modificadas em caso de acolhimento de recursos das regiões.

Nesta 35ª rodada, as regiões de Capão da Canoa, Porto Alegre, Santo Ângelo, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões e Caxias do Sul receberam bandeira vermelha no mapa preliminar acionadas pela salvaguarda. A região de Bagé foi a única a ter acionada a salvaguarda de bandeira preta.

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