Vacina e cuidados como manter o distanciamento e usar o álcool gel e máscara são os melhores aliados nesse momento Foto: Arquivo Ibiá

Gestores atribuem redução com o engajamento da população na campanha de vacinação

Os números de confirmados, casos ativos e óbitos por Covid-19 estão em ritmo de queda na região do Vale do Caí mais Triunfo. Em setembro, por exemplo, foram 583 novos positivados, sendo o menor registro desde junho de 2020, quando foram confirmados 427 casos. Para gestores da região e profissionais da saúde, avanço na vacinação da população e o cumprimento dos protocolos são os grandes responsáveis para a melhora no quadro da pandemia.

A região registrou os primeiros casos de Covid-19 no dia 1° de abril de 2020, e desde então contabiliza 34.798 positivados pela doença, 628 mortes, 33.852 recuperados e 318 casos ativos, segundo levantamento realizado pelo Jornal Ibiá. Em março, no período mais crítico da pandemia na região, chegou a ser registrado 2.935 casos ativos (aqueles que ainda podem transmitir a doença).

Com grande parte das cidades atingindo mais de 70% na média de aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19, os dados têm melhorado gradativamente. Desde julho, a média diária de positivados apresenta uma queda. Em setembro a média foi de 19,4, sendo ao todo 583 casos, e até o momento o mês de outubro tem 456 confirmações e uma média de 35,07 casos/dia.

Os meses com mais registros foram março, dezembro (2020) e abril, com respectivamente 6.895, 3.379 e 3.221 novos casos. É importante ressaltar que Portão, desde o dia 17 de agosto, estava com os seus casos represados, e por isso registrou na quarta-feira, 13, 217 casos da doença, causando então um aumento na média do mês de outubro.

Em relação aos óbitos, o mês mais letal na região foi em março de 2021, quando a região chegou a registrar 156 vidas perdidas. Logo atrás, ficaram os meses de abril com 94 mortes, maio com 52 e junho com 48. Desde julho os óbitos decaíram drasticamente. Em setembro, por exemplo, ocorreram somente 11 mortes e até o momento outubro teve quatro óbitos.

Montenegro teve pico, mas estabilizou
Maior município da região, Montenegro é o que mais possui casos confirmados e ativos. Até o levantamento realizado pela reportagem na noite de quarta-feira, 13, a cidade apresentava 10.033 casos, sendo 9.646 recuperados, 165 óbitos e 222 casos ativos. Atrás, em relação aos casos em recuperação, estão as cidades de São Sebastião do Caí, com 41 ativos e Barão, com 22 casos ativos. Todos os outros variam entre 8 e nenhum caso ativo.

Apesar de ser o que mais registra casos ativos, Montenegro também teve uma ótima melhora nos seus dados. Em março, o município chegou a registrar 1.888 casos ativos. Além disso, Montenegro está há mais de um mês sem nenhum de óbito, sendo que em março deste ano confirmou seis vítimas duas vezes.

Segundo a secretária municipal da Saúde, Cristina Reinheimer, a diminuição nos casos ativos e óbitos na cidade está extremamente ligada à vacinação e ao cumprimento dos protocolos. De acordo com o painel de vacinação da Secretaria Estadual da Saúde, 73.9% da população de Montenegro já recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e 45.5% já está com o seu esquema vacinal completo. “Está tendo uma adesão muito boa da população, e está tendo uma adesão muito boa dos adolescentes, porém a vacina dos adolescentes essa semana está em falta. A terceira dose está indo muito bem também, estamos aplicando Pfizer na terceira dose com uma procura muito grande. Em torno de 3 a 5% já temos de vacinação da terceira dose”, informa.

Para a secretária, a pandemia está controlada aqui. “Mas não adianta a gente ter estabilidade se a população não cuidar, se a população relaxar de novo, ou as pessoas não continuarem procurando a vacina. A vacina não é feita para não pegar o vírus, mas sim para diminuir os sintomas do vírus, então a gente pede a toda população, a todas as pessoas que se vacinem, esse é o principal cuidado de todos, além da adesão ao protocolo novamente”, pede Cristina.

Municípios da região seguem estáveis
Na região, Brochier, Maratá, Tupandi, São Pedro da Serra e Linha Nova estão com seus casos ativos zerados. Desde essa segunda-feira, 11, Maratá está sem nenhum casos ativo e suspeito. Antes disso, havia ficado todo o mês de setembro sem nenhum caso ativo. O último óbito do município ocorreu em 13 de julho.

“O fato de Maratá estar sem casos ativos no momento, e ter passado trinta dias sem novos casos confirmados é o resultado da nossa campanha de vacinação contra a Covid. Mostra que as pessoas procuraram se vacinar quando convocadas para aderir à campanha, tendo um impacto muito significativo na taxa de transmissão do coronavírus, que ficou zerado durante vários dias nas ultimas semanas”, declara a prefeita de Maratá, Gisele Schneider.

Com 87.1% da população vacinada com a primeira dose e 73.4% já com o seu esquema vacinal completo, a cidade é destaque entre as cidades que mais vacinam na 1° Coordenadoria Regional de Saúde. “Se estamos sem casos positivados é porque tivemos um conjunto de ações que frearam a disseminação do vírus. Devemos continuar higienizando as mãos com água e sabão, utilizar máscaras, completar o esquema vacinal e seguir os protocolos orientados pelos profissionais que entendem de infectologia. Somente assim vamos conseguir normalizar a vida”, fala a gestora.

Gisele se declara otimista quanto à situação da pandemia em Maratá e no Brasil. “Reforço a importância de todos se vacinarem, pois as vacinas são seguras e muito eficazes. Nossa realidade local e de outros países mostra isso”, completa.

Sem nenhum caso ativo, Brochier tem 88% da sua população vacinada com a primeira dose e 71.6% com o esquema vacinal completo. Pareci Novo que teve seu último óbito registrado no dia 29 de julho, tem somente seis casos ativos e já conta com 87.3% da sua população vacinada com a primeira dose e 62.4% com a segunda dose ou dose única. Já São José do Sul teve seu último óbito registrado no dia 1° de abril e conta atualmente com cinco casos ativos e 79.1% da população com a primeira dose e 59.6% com o seu esquema vacinal completo.

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