Mudança foi anunciada durante live do governo do Estado (Foto: Reprodução/YouTube)

Sistema substitui o antigo modelo de Distanciamento Controlado

O governador Eduardo Leite apresentou, na tarde desta sexta-feira, 14, através de live nas redes sociais, o novo modelo de controle da pandemia no Rio Grande do Sul. Chamado de “Sistema 3As de Monitoramento”, ele é organizado em três etapas, sendo elas: Aviso, Alerta e Ação, e substituí o modelo de Distanciamento Controlado, que definia bandeiras e protocolos para as regiões. O decreto com o novo sistema deve ser publicado amanhã, 15.

O sistema utiliza dados epidemiológicos e de acompanhamento do sistema de saúde para subsidiar o processo de tomada de decisão dos gestores. “A mudança vem depois de um ano, pois aprendemos muito com a pandemia e a controlar vários indicadores. Queremos aperfeiçoar, intensificar a adesão e aplicar novos padrões”, explicou o governador.

Os municípios permanecem agrupados em 30 Regiões de Saúde, com base nos hospitais de referência para leitos de UTI, totalizando 21 Regiões Covid e 7 Macrorregiões. Entretanto, agora o que irá prevalecer são os 3As: Aviso, Alerta e Ação. O primeiro será emitido quando for detectada alguma tendência na região; ele será encaminhado para o comitê técnico regional para que a atenção seja redobrada, no entanto, a adoção de novas medidas será opcional.

O alerta ocorre quando for detectada uma tendência grave. O Grupo de Trabalho (GT) Saúde do Comitê de Dados informa ao Gabinete de Crise sobre a necessidade de emitir um alerta para a região. A partir daí, o Gabinete de Crise decide se deve emitir ou não esse alerta para a região, que seguirá sendo monitorada. Se o Gabinete de Crise decidir emitir um alerta, a região terá 48 horas para responder sobre o quadro regional da pandemia e apresentar uma proposta de ações a serem tomadas. Se a resposta da região for considerada adequada, a proposta é aplicada imediatamente, e a região segue sendo monitorada pelo GT Saúde. Caso a resposta não seja adequada, o Estado poderá intervir e estipular ações adicionais a serem seguidas.

O monitoramento será realizado pela equipe técnica do governo, através do GT Saúde do Comitê de Dados, com dados divulgados por meio de boletins divulgados em novo site. De acordo com Leite, com o novo sistema houve uma redução de 143 grupos de atividades para 42. “A organização ocorreu por nível de risco através de estudos realizados por universidades e pesquisas”, disse o governador. Protocolos padrão, com uso obrigatório de máscaras, serão mantidos pelo governo do Estado e devem ser seguidos por todos os municípios. Uma parte variável para regiões, irão permitir maior autonomia dos prefeitos dentro das 21 regiões.

  • Protocolos de atividades

1 – Obrigatórios: definidos pelo governo estadual, são específicos e devem ser seguidos pela população em cada atividade, em todos os municípios.

2 – Variáveis por região: definido pelo governo estadual como padrão para cada atividade, considerando o risco e o quadro atual da pandemia no Rio Grande do Sul. Poderão ser ajustados por uma região para adequá-los à sua realidade, desde que cumpram os requisitos mínimos (adesão de 2/3 das prefeituras, definição de responsável técnico e elaboração de plano de fiscalização).

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