Sacerdote acredita que é possível traçar um paralelo entre o caminho de Cristo até a cruz com a realidade atual

As Estações da Via Sacra são representadas por cenas que remetem os fiéis ao processo que envolveu desde o julgamento de Jesus Cristo até sua morte na cruz. Esta maneira de meditar teve origem no tempo das Cruzadas – século X. Os fiéis que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em suas pátrias, compartilharam esta devoção à Paixão. O número de 14 estações fixou-se no século XVI.

Relembrar essas passagens é algo que se perpetuou ao longo dos séculos. Refletir sobre o sofrimento de Jesus é um dos objetivos de recordar as Estações. Para o padre Ricardo Nienov, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, as 14 etapas do caminho da cruz podem ser consideradas contemporâneas se forem comparadas às situações do cotidiano das pessoas.

O religioso diz que as quedas de Cristo representam os problemas que cada ser humano enfrenta ao longo da vida. O peso da cruz sobre os ombros de Jesus se assemelha aos momentos em que faltam forças para levar a vida adiante. “O interessante é que possamos enxergar nas Estações situações semelhantes as que vivemos nos dias de hoje”, complementa. “São fatos reais, é importante saber visualizá-las no hoje”, destaca o padre.

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