Chegamos ao final do ano litúrgico. Nas celebrações deste domingo as comunidades são convidadas a comemorar a vitória da justiça que aconteceu na ressurreição de Jesus. Os textos bíblicos deste domingo reforçam o nosso compromisso com a justiça do Reino, tema que acompanhou as reflexões sobre o Evangelho de Mateus. No dia em que celebramos a festa da sua realeza, Jesus nos convida a olhar para seus “irmãos menores”, impedidos de viver por causa das injustiças e opressões que tornam nossa sociedade cada vez mais desigual. A realeza de Cristo não estará completa enquanto seus “irmãos menores” não tiverem liberdade e vida. A mudança dessa realidade depende da sensibilidade, solidariedade e serviço dos que decidiram seguir o mestre da justiça.
Neste último domingo do ano litúrgico, o evangelho apresenta a “parábola do juízo final”. Segundo ela, no julgamento final todos os povos serão reunidos e separados, à semelhança do pastor que separa suas ovelhas dos cabritos. As pessoas serão colocadas à direita ou à esquerda do Filho do Homem, dependendo da prática de cada uma. Essa parábola conclui o “discurso escatológico de Jesus, voltado para descrever as “últimas coisas”, a parusia. O conteúdo do julgamento é nossa vida concreta: o que fizemos ou deixamos de fazer em favor dos necessitados. Não será perguntado a que nação pertencermos, que religião professamos, qual o nosso time preferido, que cargos importantes ocupamos ou mesmo que práticas de piedade realizamos. O julgamento será com base na prática ou não do amor.
A “lista de obras” que São Mateus nos apresenta não é exclusivo, mas aberta e inclusiva. Em outras palavras, ela nos convida a ver a realidade em que os empobrecidos vivem e se empenhar na edificação das estruturas que garantem a sua promoção: alimentar os famintos, providenciar moradia aos sem-teto, buscar saúde aos doentes, lutar por trabalho para os desempregados, visitar os abandonados….
Como vemos, não se trata de assistencialismo, ainda que a assistência seja importante; antes, trata-se de amar aos pobres e empenhar-se por melhores condições estruturais de vida para todos pontos Jesus diz que o Reino dos Céus é dos pobres e que precisamos amá-los para sermos acolhidos por eles no Reino. Estar a favor dos pobres significa uma busca incansável da concretização do Reino de Deus – além de constituir urgente desafio para muitos, nos tempos polarizados em que vivemos. Quando os valores do Reino “dos céus” forem efetivamente levados a sério já para este mundo, então todos terão o necessário para uma vida com dignidade. “ Busquem primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas ficarão garantidas para vocês”. Como será bom ouvir: “Vinde, benditos de meu Pai”!
Neste último domingo do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei a Igreja celebra o dia dos leigos e leigas comprometidos com a caminhada das comunidades e com o Reino de Deus. O Papa Francisco diz que eles é que realmente podem construir uma “Igreja em saída”, evangelizando na família, no trabalho e nos ambientes de convivência a Igreja que vai ao encontro, escuta e dialoga com todos.
Pe. Luciano Royer

Horário das Missas na Matriz: Sábado 19h | Domingo 8h30min e 19h | Quarta-Feira 19h
Missas Sexta-feira 20/11/2020
19h – Com. Santa Rita de Cássia (Santa Rita)
Missas Sábado 21/11/2020
16h – Comunidade São Pedro – Potreiro Grande
19h – Comunidade São Pedro e São Paulo (Matriz)
Missas Domingo 22/11/2020
8h30min e também às 19h – Comunidade São Pedro e São Paulo (Matriz)
10h – Comunidade Santo Antônio (Aeroclube)
Quarta-feira 25/11/2020
19h – Com. São Pedro e São Paulo (Matriz)

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