Na liturgia dos domingos anteriores, foram consideradas a questão do Reino de Deus, daqueles que pertencem ao reino e dos que não pertencem, e a do reconhecimento de Jesus como Messias (Cristo), Filho de Deus e Filho do Homem. Neste domingo, a liturgia considera o destino do Messias e de seus seguidores. Falar em nome de Jesus trará consequência para o profeta, seguir seu enviado também. É nesta linha que caminham o Evangelho e a Primeira Leitura. A Segunda Leitura é uma exortação para que os cristãos se assemelhem ao Mestre na entrega da própria vida. O que se espera dos seguidores de Jesus é justificado pelo desejo de Deus expresso no Salmo: “A minha alma tem sede de vós como a Terra sedenta, o meu Deus” (Sl 62).
Ir a Jerusalém significava, para Jesus, encarar a perseguição por parte das autoridades: anciãos (grandes latifundiários), sumos sacerdotes (homens de alta e hierarquia religiosa) e Mestres da Lei (letrados e intelectuais). Pedro mostra-se corajoso e reage, querendo interferir ao projeto de Deus a respeito do Mestre. Repreendendo-o, Jesus pede-lhe que se ponha na condição de discípulo e o chama de Satanás, porque se revela um obstáculo e não encarna “as coisas de Deus, mas das pessoas”.
As palavras de Pedro podem exprimir a revolta contra a perseguição e contra o sofrimento de justos e inocentes, mas sua intenção era impedir que o Mestre levasse a frente sua missão. O alerta contra Pedro é ocasião para mostrar como será o caminho do discipulado. A fidelidade total no seguimento de Jesus pode trazer consequências desagradáveis: incompreensões, perseguições até a morte. Seus discípulos podem ter a mesma sorte do Mestre. Para ser fiel seguidor, Jesus define duas condições: renunciar a si mesmo e tomar a cruz. Renunciar a si mesmo significa abandonar toda a ambição pessoal, não querer ser referência de si próprio, exaltando-se, mas abrir-se para o projeto de Deus (Jesus). Tomar a cruz significa aceitar o discipulado Cristão com todas as consequências que isso pode implicar. Os seguidores do Mestre não podem pretender ser mais do que ele, precisam estar dispostos a enfrentar seu mesmo destino. Ignorar o Jesus da Cruz pode revelar que não estamos dispostos a assumir a nossa cruz.
Somos chamados a segui-lo na condição de discípulos. Sendo Ele nosso Mestre, é fundamental aprender seu jeito de ser, de pensar e de agir. O autêntico discípulo segue o Mestre, e não se coloca no lugar dele.
A nossa sugestão de reflexão: Nas horas de dor, da provação, alimento em meu coração a fé que o que o Senhor está sempre comigo? Ofereço de coração ao Senhor, os sacrifícios espirituais de caridade? Tenho a fé de que a única coisa que irá comigo, quando morrer, serão as obras de caridade feitas gratuitamente ao próximo? Jesus não quer iludir ninguém, como vejo a cruz no meu caminho?
Pe. Luciano Royer

Matriz: Sábado 19h | Domingo 08h30 e 19h | Quarta-Feira 19h
Comunidades = Domingo 30/08 | Trilhos – 10h
As missas da Matriz são transmitidas pelo Facebook no Sábado e Quarta-feira 19h
No dia 06/09 haverá na Com. Santo Antônio – Bairro Aeroclube – Galeto para levar, ao custo de R$ 18,00

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