São Pedro e São Paulo: duas colunas da Igreja que a liturgia e a iconografia antiga jamais separam. Ambos tiveram papel particular no desenvolvimento da fé cristã. Paulo, o semeador, com todo o seu dinamismo missionário e sua grande capacidade de adaptação. Pedro, o guia, realizando a missão de dirigir os irmãos na fé. Pedro diante da pergunta de Jesus – “quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” – realiza a grande profissão de fé: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Diante da resposta de Pedro, Jesus lhe diz: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e nem o sangue que te revelaram isso, mas meu Pai que está no Céu”. Ou seja, não se chega a tal compreensão só pela lógica e raciocínios humanos, mas, sobretudo pela graça, revelação do Pai. Pedro vê o que muitos olhos não viram! É então constituído protagonista de uma promessa formal de Jesus: ele será a pedra sobre a qual Jesus edificará a sua igreja. Pedro recebe, assim, uma missão: ser a referência da comunidade de fé. Ele torna-se a “pedra” – um atributo do próprio Deus (cfe. Dt 32,4; Is 17,10). Tendo combatido o bom combate e guardado a fé, ele recebe a graça de participar da glória de Deus.
A fé de Pedro é a chave que abre as portas do Reino. Com base na fé, lhe é concedido dizer aquilo que é ou não conforme a palavra e, consequentemente, declarar quem pertence ou não ao Reino de Deus. Estas colunas da Igreja, Pedro e Paulo, recordam a necessidade de conciliar a estabilidade e o movimento, a visão de conjunto da instituição e os apelos do Carisma.
A pergunta de Jesus continua válida hoje: quem é Cristo para nós? Pergunta inquietante desde o tempo de Jesus até nossos dias. A resposta que dermos revela a imagem e a compreensão que temos dele. A resposta a essa pergunta não é apenas nossa opinião sobre Ele, mas nos desafia sobre qual é a nossa atitude diante dele. Não basta responder em conformidade com aquilo que aprendemos na catequese ou nas nossas leituras espirituais. Mais do que com palavras, devemos responder com o testemunho de nossa vida. Nada adianta reconhecê-lo, como Deus, Senhor e Mestre – nem proclamar com palavras que é a Verdade que liberta – se não traduzimos em obras a proposta do Reino que Jesus de Nazaré viveu e pregou.
Pe. Luciano Royer

Missas na matriz limitado a 30 pessoas:
Sábado 19h | Domingo 8h30min e 19h | Quarta-Feira 19h
As missas transmitidas pelo Facebook na Quarta-feira 19h e Sábado 19h
No dia 05/07/2020 – será oferecido um galeto para levar para casa, ao custo de R$ 20,00.
Adquira junto à diretoria, festeiros e/ou secretaria paroquial.

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