É a ascensão do Senhor o coroamento da Ressurreição. É a entrada oficial naquela glória que cabia ao Ressuscitado após as humilhações do calvário, é a volta ao Pai já por Ele anunciada no dia da Páscoa: “Subo para meu Pai e Vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17), como havia dito a Madalena. E aos discípulos de Emaús: “não era preciso que o Messias sofresse essas coisas e que assim entrasse em sua glória?” (Lc 24,26). Este modo de exprimir-se indica não tanto volta e glória futuras mas imediatas, já presentes porque estão estritamente unidas à Ressurreição. Todavia, para confirmar os discípulos na fé, era necessário que tal acontecesse de modo visível, como se verificou quarenta dias depois da Páscoa. Aqueles que tinham visto o Senhor morrer na cruz, entre insultos e escárnios, precisavam ser testemunhas da sua suprema exaltação no céu.
O Cristão é chamado a participar de todo o mistério de Cristo, portanto, também de sua glorificação. Ele mesmo o havia dito: “Vou preparar-vos um lugar. E quando eu tiver ido… voltarei novamente a vós e vos tomarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós” (Jo 14,23). Constitui, portanto, a Ascensão grande argumento de esperança para o homem que, no seu peregrinar terreno, sente-se exilado e sofre longe de Deus. É a esperança que implorava São Paulo para os Efésios e queria viva em seus corações. “O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória… ilumine os olhos de vossa inteligência para compreenderdes qual a esperança a que vos chamou” (Ef 1,17-18). E onde fundava o Apóstolo essa esperança? No grande poder de Deus “manifestado em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus, acima de todo principado e poder… e de qualquer outro nome” (Jo 14,20-21).
Celebrar a partida de Jesus para o Pai é senti-lo eternamente presente na vida das pessoas e da Comunidade Cristã. Ele não se afastou. Criou sua morada estável em nosso meio, pois é o Deus – conosco. Cabe às comunidades mostrá-lo presente mediante o testemunho. Portanto, a festa da Ascensão é uma oportunidade para que descubramos o Deus – Conosco, para que avaliemos a força e alcance do testemunho Cristão. Com a ascensão termina a missão terrena de Cristo e começa a dos Discípulos. “Ide dissera-lhes o Senhor – ensinar todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19); devem eles perenizar no mundo sua obra de salvação pregando, administrando sacramentos, ensinando a viver segundo o Evangelho.
Ó Deus todo – poderoso, a Ascensão do vosso Filho já é a nossa vitória. Caminhemos unidos nesta próxima semana, onde nossas orações se voltam para a unidade dos Cristãos nas vésperas de celebrar Pentecostes no outro domingo, a festa da vinda do Divino Espírito Santo.
Pe. Luciano Royer
Missa na Comun. Matriz São Pedro e São Paulo
23/05 – 19h
24/05 – 8h30min
24/05 – 19h
27/05 – 19h30min
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