Após as festividades natalinas e as solenidades litúrgicas do “Tempo do Natal”, a Igreja celebra a liturgia do tempo comum, não menos importante, mas aquele no qual acompanhamos a caminhada de Jesus no cotidiano de sua missão.
No segundo domingo vamos estar como discípulos nas “Bodas de Caná”. Um relato de uma riqueza insondável, onde veremos Jesus transformando “água em vinho”, como sinal da vida nova que Ele traz pela sua missão. Em João não encontramos relatos de milagres, mas todos são compreendidos como sinais, que apontam Jesus como Verbo de Deus encarnado, oferecendo ao povo uma nova religião, não mais marcada pela lei, mas pelo amor e a alegria.
O texto das bodas está carregado de simbologia, e para que possamos absorver o mais profundo dessa passagem, é preciso tomar conhecimento do que cada símbolo quer significar. Em primeiro lugar, lembrar que o casamento era uma grande festa para os judeus. Vários dias de comemoração, tendo o vinho como elemento fundamental da celebração. Vinho como símbolo do amor e da alegria. Acabar o vinho significava o fim da festa. Nestas bodas, o vinho veio a faltar, o que já nos dá uma pista do que significou isto para aquele casamento.
Em segundo, lembrar que o casamento é símbolo da união de Deus com a humanidade no Antigo Testamento. Esta aliança agora ganha um novo elemento, pois não acontece mais pelas leis, mandamentos ou pelos profetas, mas pelo próprio Deus que se encarna na pessoa de Jesus. Ele liga a terra com o céu, através da sua presença no meio de nós.
Outro aspecto, o mais relevante, é que a religião judaica é expressa pelas talhas de pedra. Elas se tornam um sinal visível da dureza e frieza que se havia transformado. Quando Jesus transforma água em vinho, Ele mostra aos convivas que há uma nova religião a caminho, pois a anterior havia estragada, sem vida, vitalidade e força para transformar os corações humanos. Aquela que Jesus oferece trás a marca do amor, como símbolo vivo de uma novidade entre os homens.
Eis o grande desafio para os nossos dias: tornar a religião vital. Talvez em muitas ocasiões o cristianismo tenha se tornado, pela mediocridade dos cristãos e pela sua incapacidade de se comprometer com o projeto de Jesus, em um “vinho aguado”, sem gosto, sabor e sem vida. Para que a religião cristã recupere ou mantenha sua força, é preciso que haja uma verdadeira conversão pastoral, pela qual Cristo seja o centro de orientação e ação de toda a comunidade.
Jesus, vinho novo de nossa história, transforme-nos em homens novos, a fim de trazermos mais vida à humanidade.
Pe. Ricardo Nienov – Pároco
PROGRAMAÇÃO:
17/01 – 19h – Missa na associação do Bairro Municipal
20h – Missa na comunidade Santo Antônio – Aeroclube c/ Pe. Carlos
18/01 – 19h30 – Missa na comunidade Santa Rita
19/01 – 8h – Ensaio de cantos aberto à comunidade com Prof: Adriano
15h30 – Missa na comunidade Três Santos Mártires – Passo da Amora
17h – Missa na comunidade São Pedro – Potreiro Grande
19h30 – Missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
20/01 – 8h30 – Missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
10h – Missa na comunidade Santo Antônio – Aeroclube
10h – Missa na comunidade N. Sra. da Glória – Germano Henke
19h30 – Missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva

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