Com esse paradoxo, parafraseando Jürgen Moltmann, olhamos de frente para a realidade da morte, as vésperas de celebrarmos o dia de Finados. Além de recordarmos com pesar, saudade e para muitos com dor dos entes queridos, é momento de renovarmos a profunda esperança em Cristo, que pela sua morte apagou a crueza da morte e abriu-nos as portas da eternidade.
Sabemos de antemão que existe em cada ser humano o desejo de imortalidade. O mesmo é depositado na realidade terrena, onde se apostam as grandes forças e energias da humanidade. Porém, esta busca incessante de uma realidade imortal não se realiza, muito ao contrário, todos padecem o fato da morte. E logo, isto se torna motivo de um esvaziamento existencial profundo no homem moderno, pois ele se dá conta de sua finitude em oposição ao desejo de viver para sempre.
Desse modo, é preciso rever qual é a esperança que nos anima e na qual depositamos nosso ser. Enquanto a esperança for apenas terrena ela não é cristã, pois a morte e ressurreição de Cristo perdem sua força e vitalidade. Mas, se for ancorada no mistério pascal, essência da fé, ela se transforma verdadeiramente numa esperança cristã e da qual jamais nos decepcionamos. Como diz Paulo: “a esperança no espírito não decepciona”.
Quando mencionamos “no fim o início”, estamos afirmando que com a morte, imagem visível do fim terreno, não acaba o ser humano, mas a sua vida tem o pleno início, apontado para a eternidade junto de Deus. Viver à eternidade é abrir-se à graça de Deus, abandonando as perspectivas humanas somente, para acolher o mistério de vida eterna que Deus, por Jesus Cristo, nos oferece. Estamos salvos na esperança, mas é preciso permitir que a mesma penetre em nossa vida graça vivida no amor.
Portanto, se compreendermos que no aparente fim da história humana está o início de tudo, vivemos a vida numa outra perspectiva, dando-lhe um novo sentido e carregamos a história humana cheia de significado, na qual a morte não terá a última palavra, mas a ressurreição é a plenitude da graça derramada em nossos corações.
Desse modo, vivamos o dia de finados não só na dor e saudade, mas na confiança da transformação que o mistério de Cristo gera em nós. Acolhendo sua graça na ressurreição, vivemos a vida com o horizonte aberto e cheio de esperança, não sendo imortais, mas eternos em Cristo, nosso salvador.
Pe. Ricardo Nienov – Pároco
Programação:
01/11 – 19h – missa no bairro Cinco de Maio – casa de Liana Junges
02/11 – 9h30 – missa de Finados no cemitério do Muda Boi
18h – adoração ao santíssimo
19h30 – missa de Finados na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
03/11 – 8h – reunião da pastoral do dízimo
8h – ensaio de cantos com o Pref. Adriano
15h30 – missa na comunidade Três Santos Mártires – Passo da Amora
16h30 – encontro do CLJ
17h – missa na comunidade São Pedro – Potreiro Grande
19h30 – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
04/11 – 8h30 – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
9h – encontro diocesano dos coroinhas – Bom Princípio
10h – missa na comunidade N. Sra. da Glória – Germano Henke c/ rito d água dos crismandos
10h – missa na comunidade Santo Antônio – Aeroclube
19h30 – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
05/11 – 18h30 – preparação da liturgia do fim de semana
06/11 – 19h – missa na comunidade Sagrado Coração de Jesus – Tanac
07/11 – 19h30 – missa na comunidade São Pedro e São Paulo – Timbaúva
ATENÇÃO: A partir desse fim de semana as missas de sábado e domingo à noite serão às 19h30, por questão do horário de verão.

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