As leituras deste domingo continuam a ter caráter de Epifania que manifesta a divindade e a missão de Cristo. Ao testemunho de Deus Pai: “Eis meu filho muito amado, em quem ponho minha afeição” (Mt 3,17), corresponde o de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). Jesus, apresentado pelo Pai como seu Filho muito amado, é agora apresentado como cordeiro inocente que será sacrificado em expiação dos pecados.
A divindade de Cristo resplandece: Unigênito do Pai, é Deus como o Pai: ao assumir a natureza humana, não perdeu a sua divindade. Só a ocultou como que aniquilada, tomando, com efeito, a forma de servo, humilhando-se, até a condição de cordeiro oferecido em sacrifício. Mas precisamente mediante este sacrifício que termina na ressurreição, encontra sua plena glória de Filho de Deus, e adquire o poder de comunicá-lo a todos os homens, remindo-os do pecado e apresentando-os ao Pai como filhos.
Ante a grandeza de Cristo, percebe João a sua pequenez e a confessa: “Eis aquele de quem eu disse: “Depois de mim virá quem está acima de mim, porque existe antes de mim” (Jo 1,30)”. Diante de Jesus Cristo, cada discípulo missionário desaparece, ou melhor, só vale e pode agir enquanto depende em tudo e humildemente dele.
Ó Jesus sois meu Senhor, meu único Mestre, falai! Quero ouvir-vos e pôr em prática a Vossa Palavra. Vossa Palavra quero ouvir, porque sei que vem do céu. Quero ouvi-la, meditá-la, praticá-la, porque em Vossa Palavra há vida, alegria, paz e felicidade. Falai! Sois meu Senhor e Mestre, só a Vós quero escutar e seguir.
Cabem, portanto, algumas interrogações à luz da Palavra de Deus: Que tipo de testemunho é o nosso? Quem é Jesus para nós? De que forma o conhecemos? Qual é o pecado do mundo que Jesus, servo – cordeiro, elimina com sua morte e ressurreição?
Pe. Luciano Royer

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