Queridos irmãos e irmãs, no Antigo Testamento as relações de Deus com o seu povo eram comparadas às relações entre o noivo e a noiva, conforme a primeira leitura de Isaías 62, 1-5: “[…] e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu (Povo de Israel) és a alegria do teu Deus”. Por isso, não é um acontecimento aleatório que o primeiro milagre de Jesus tenha ocorrido em uma festa de casamento. Casamento é a celebração alegre de uma aliança, e Cristo, sendo Deus, veio de fato celebrar uma aliança com a humanidade. Sabemos que Jesus celebrou esta aliança no monte calvário, quando verteu o “sangue da nova e eterna aliança para a remissão dos pecados”. Nas bodas de Caná mesclam-se a alegria do vinho e a sombra da cruz.

Nestas bodas (Jo 2, 1-11), Maria foi a intercessora do primeiro milagre, que deu início à vida pública de Jesus, manifestando os sinais de que era, de fato, o Deus encarnado. Sendo Jesus a suprema bondade que veio ao mundo, começou a despertar ódio dos corações empedernidos. A partir das bodas de Caná, podemos dizer, começou a procissão de Jesus até o calvário, a Hora, em que celebraria a eterna aliança que nos salva dos pecados e nos une a Ele. Maria, quando diz a Jesus “Não têm vinho” e pede dele o milagre, sabe que o está encaminhando para a morte e ressurreição. Jesus até responde: “Mulher, que tenho eu e tu com isso? Ainda não chegou a minha hora”. O que Jesus quer dizer com “Hora”?

No evangelho de João aparece muitas vezes a expressão “a Hora”, “sua Hora” e “minha Hora”, todas estão se referindo à cruz. Quando Jesus dá início aos sinais/milagres que manifestam a Sua divindade, está a caminho da realização plena do que veio fazer: dar a sua vida em resgate de muitos. Jesus então transforma a água em vinho nas bodas, para na cruz e em cada Missa que celebramos transformar vinho em sangue. Cada Missa é a celebração da memória desta aliança. Por fim, que possamos meditar as palavras de despedida de Maria. Sim, despedida! pois depois destas palavras não aparece sua voz nas escrituras: “Fazei tudo o que ele mandar”. Daqui para frente será manifestada a Luz do mundo (como o Sol) e Maria (como a Lua) contemplará e meditará em seu coração estes mistérios da salvação.

Vamos fazer este caminho de meditação e contemplação dos mistérios da vida de Cristo neste tempo comum.
Pe. João Vítor Freitas dos Santos

PROGRAMAÇÃO DOS HORÁRIOS DE MISSAS:
15/01 – 15h30 – Comunidade Três Santos Mártires (Passo da Amora)
19h – Comunidade São Pedro e São Paulo (Matriz Timbaúva)
16/01 – 8h30 – Comunidade São Pedro e São Paulo (Matriz Timbaúva)
10h – Comunidade Nossa Senhora da Glória (Germano Henke)
19h – Comunidade São Pedro e São Paulo (Matriz Timbaúva)
19/01 – 19h – Comunidade São Pedro e São Paulo (Matriz Timbaúva)

Deixe seu comentário