De quando em quando leio e releio o livro que tenho sempre em minha cabeceira. Aquele de onde extraio idéias que me orientam e me policiam para o sentir e agir no bem. Já falei dele aqui, anos atrás, mas quero dividir novamente com vocês as riquezas de detalhes e verdades encontradas no livro “O cavaleiro preso na armadura” de Robert Fisher.
É realmente fantástica a forma como o autor descreve a dor de quem não sabe sofrer e vivenciar com maturidade as agruras e desafios da vida. Livro simples e de agradável leitura, descrevendo os sentimentos de forma brilhante.
O cavaleiro preso na armadura narra a dificuldade que muitas vezes as pessoas demonstram em ver-se exatamente como são. A resistência em baixar as defesas liberando o afeto, não só para os outros, mas principalmente para si mesmos.
Somente percorrendo a “trilha da verdade e do conhecimento” é que se consegue buscar a verdadeira face. O livro relata de forma quase pueril o reconhecimento destas dificuldades, utilizando personagens simples e exemplos do cotidiano.
O autor relata que o caminho da verdade nunca termina. Quando se está em silêncio, significa mais do que não falar; significa escutar seu coração e aprender a aceitar suas limitações.
“Quase morri pelas lágrimas que deixei de chorar”. Frase profunda, quando a pessoa dá-se conta de suas angústias, porém inverte ou nega os sentimentos pensando que com isso poderá tolerar melhor sua dor. Situação em que coloca uma armadura invisível entre ele e seus sentimentos. De tanto usar a armadura ela se torna visível, fazendo parte da pessoa, permanentemente, tendo com o tempo, dificuldade de saber qual sua real essência.
Somente o autoconhecimento poderá libertar os grilhões que nos aprisionam e não nos deixam crescer. Diz o personagem, “você é um felizardo, está fraco demais para fugir… Uma pessoa não pode fugir e aprender ao mesmo tempo. Ela precisa permanecer algum tempo no mesmo lugar”.
Quando uma pessoa dá-se conta de suas limitações e realmente deseja enfrentá-las a despeito de seus medos e inseguranças ela consegue “subir para fora do abismo”, sua vontade de abarcar o desconhecido a libertará.
Ninguém diz que é fácil enfrentar seus medos e desesperança. Aliás esperança, a falta dela, tem sido o maior problema em nossos dias. Conflitos e dores impalpáveis levam muitos ao desespero.

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