Uma das características que mais atrapalham uma pessoa é o medo da opinião pública. Muitas vezes a pessoa omite sua opinião em algum assunto, por timidez ou insegurança. E desse modo sofrem, retraem-se e consequentemente se frustram, causando mal-estar por não conseguirem expressar o que muitas vezes sabem.
Devido a inúmeras razões, na adolescência estas características são muito evidentes. Mesmo manifestando atitudes agressivas, falar alto querendo impor sua vontade, no íntimo eles são inseguros e a atitude demonstrada muitas vezes é para manter o outro distante. A proximidade o assusta, o medo em se expor, mostrando sua vulnerabilidade o faz tomar atitudes adversas.

A opinião pública é sempre mais tirânica com aqueles que a temem, do que os que se mostram indiferentes a ela. Se a pessoa mostrar-se indiferente frente às críticas e olhares nem sempre construtivos, fará com que o outro passe a duvidar de sua própria força, de sua própria capacidade de destruição.
O medo da crítica, como qualquer outro tipo de medo, é opressivo e atrapalha sua tomada de decisão. É comum pessoas queixarem-se de que gostariam de ser diferentes. Alegam que em diversos momentos teriam tomado decisões diferentes em sua vida. Não o fizeram, por simples medo de errar ou não corresponder com as expectativas de alguém que idealiza muito.

Quando seguimos os modelos dos outros por simples idealização ou medo de encontrar nossas formas de ser, passamos a ser meras cópias das pessoas que conhecemos. Ou que achamos que conhecemos. Muito comum haver decepções, pois o outro nem sempre corresponde com a imagem que fazemos dele.

Na adolescência, a necessidade de identificação no grupo é de extrema importância e até necessária. O jovem quando fora da família, necessita outras formas de modelos. O grupo é bastante eficaz neste papel. Eles se fazem iguais para daí poder diferenciar-se. O grupo é parceiro, todos estão com as mesmas dificuldades. Precisam uns dos outros, inicialmente como identificação, para posteriormente encorajar a diferenciação.

Caso a pessoa não conseguiu equilibrar a identificação e diferenciação procurando seu próprio espaço, poderá sofrer para encontrar-se quando adulto. Muitos nunca conseguem, por vários motivos. São pessoas que delegam a outros a responsabilidade de fazê-las felizes. Isso é complicado.

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