As emoções representam um aspecto importantíssimo no potencial humano.

Apesar de sua incontestável presença, nossas emoções sempre foram vistas com algo perigoso, que precisa ser reprimido para não atrapalhar a forma lógica de pensar.

Freud foi o primeiro a afirmar que a consciência era muito mais abrangente do que se imaginava e o que as pessoas mostravam era apenas a ponta do iceberg. Grande parte do nosso ser está mergulhado nas profundezas do inconsciente.

Os sentimentos são portas para o auto-conhecimento. Representam uma expansão da própria consciência.

As emoções autênticas são a alegria, o afeto, o medo, a tristeza e a raiva. Fazem parte do nosso ser biológico e são universais. Todas as outras emoções são consideradas emoções que substituem uma emoção autêntica. A criatividade, a empatia, a sensibilidade, a plenitude de viver estão associados à recuperação da capacidade de sentir e expressar as emoções. Essa habilidade social exige um aprendizado. Aprender em primeiro lugar, a conhecer-se e, a partir daí, compreender o outro.

Sabemos que muitos problemas de relacionamento poderiam ser evitados se soubéssemos lidar com as emoções. Discussões inúteis entre pais e filhos, falta de comunicação ou má comunicação no ambiente de trabalho e relacionamentos insatisfatóriosetc…

Muitas doenças psicossomáticas, são conseqüência de nossa ignorância emocional, pelo simples fato de não sabermos lidar com nossos sentimentos. No estágio em que não nos sentimos livres para sentir as emoções fica-se a mercê de doenças psicossomáticas, de inseguranças, de angústias nem sempre explicadas.

No caso de doenças psicossomáticas, significa a negação das emoções deslocando-as para algum lugar do corpo onde acredita ser mais fácil de tolerar (inconscientemente é claro). Só que o fato de negarmos o que sentimos, não resolve pois, a energia emocional continua procurando uma forma de ser liberada. Se formos proibidos de expressar a raiva, podemos acumular mágoas, ressentimentos ou desenvolver sintomas físicos. Se temos medo, podemos paralisar ou fugir, agindo impulsivamente.

Sentir, verbalizar e agir quando conveniente, respeitando a si e ao outro é o passo na direção da liberdade emocional. Este aprendizado é conseguido através do diálogo, do escutar-se, da consciência de querer mudar.

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