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Recordações de Alfonso Cuarón sobre seus tempos de criança são a aposta da Netflix

Em 2013, com o filme “Gravidade”, Alfonso Cuarón se tornou o primeiro diretor mexicano a ganhar um Oscar. Além de contar com outras seis indicações por trabalhos anteriores como “Y Tu Mammá También” e “Children of Men”, já fez parte da edição da revista “Times” com as 100 personalidades mais influentes do mundo em 2014. Agora, após tornar-se um nome reconhecido internacionalmente, Alfonso Cuarón se une à Netflix para lançar dia 14 o filme “Roma”, uma produção quase biográfica, filmada toda em preto e branco, sobre sua infância no México dos anos 70, com um enfoque especial para as duas mulheres que o moldaram como indivíduo.

Assim que o longa se inicia, os espectadores são introduzidos à rotina de Cleo (Yalitza Aparicio), que trabalha como a empregada de origem Mixteca – povo indígena mesoamericano – de uma família de classe média mexicana. No bairro de Roma, Cleo assume uma postura dualista, pois, ao mesmo tempo em que realiza suas obrigações trabalhistas, também se transforma no elo que mantém a casa unida. Nesse sentido, Cuarón busca mostrar que a doméstica se encontra numa posição delicada como um suporte psicológico fundamental para o desenvolvimento das crianças, mas que nunca será totalmente inserida como igual nesse contexto familiar.

Como mulher mexicana, Cleo possui uma vida longe da bolha social de seus empregadores, marcada por questões raciais e disputas internas entre o governo e grupos guerrilheiros de esquerda, representadas no filme pelo massacre de Corpus Christi (1971), em que 25 estudantes foram mortos por forças policiais durante um protesto. Em paralelo a esse cenário, Sofía (Marina de Taviara), a matriarca da família de Cuarón, está prestes a se divorciar do marido ausente Antonio (Fernando Grediaga) e, portanto, demanda cada vez mais do suporte emocional de Cleo. Apesar de estar prestes a tornar-se mãe solteira, a empregada doméstica fará tudo ao seu alcance para ajudá-la. Dessa forma, “Roma” mostra como essas duas mulheres de origens tão distintas irão se unir para superar os maiores obstáculos de suas vidas.

Poder das águas
No dia 14 de dezembro estreia “Tidelands”, produção original Netflix que mistura suspense ao mundo fictício das sereias

As sereias são seres místicos que habitam os mares e encantam os pescadores para matá-los. Essa lenda é muito conhecida, e já ganhou notoriedade em filmes como “A Pequena Sereia” e “Piratas do Caribe”, nos quais essas criaturas são reintroduzidas para as novas gerações, contribuindo para que o mito não caia no esquecimento. Para explorar esse popular conto de um jeito diferente, a Netflix lança no dia 14 de dezembro a primeira temporada de “Tidelands”. A primeira produção australiana original da plataforma vai contar com oito episódios de aproximadamente 50 minutos cada.

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No pequeno vilarejo pescador de Orphelin Bay, o mar é povoado por sereias que atraem os pescadores locais e depois os matam. Do fruto desse encontro nascem as chamadas tidelanders, criaturas meio humanas meio sereias que são abandonadas nas pedras quando pequenas. Além de respirarem de baixo da água e possuírem uma força sobrenatural, os tidelanders não envelhecem, sempre conservando a beleza e o encanto característicos das sereias, o que os torna irresistíveis para os humanos.

Depois de passar dez anos presa, Cal McTeer volta para sua cidade natal de Orphelin Bay. Quando o corpo morto de um pescador é encontrado na praia, aumentam as tensões entre humanos e tidelanders na vila. Assim, Cal vai entrar em uma rede de investigações que ameaça expôr os segredos mais sombrios da cidade. Para descobrir esses mistérios, a protagonista vai se envolver com pessoas muito perigosas. No clássico e recorrente cenário de “cidade pequena e pacata que não é o que aparenta ser”, “Tidelands” se diferencia ao trazer para a trama o sobrenatural, criando uma história envolvente que promete prender os espectadores até o último minuto.

Além do seu enredo instigante, um dos atrativos da série é seu elenco, que conta com nomes como Elsa Pataki (Adrielle Cuthbert, líder dos tidelanders), Charlotte Best (Cal MacTeer) e Marco Pigossi (Dylan, um misterioso morador da vila), ator brasileiro que ganhou fama por seu trabalho em novelas da Rede Globo, como “A Força do Querer”, de 2017. Escrita por Stephen M. Irwin, “Tidelands” foi filmada em Queensland (Austrália) e assinada pelos produtores Tracey Robertson, Nathan Mayfield e Leigh McGrath.

Muito mais que noventa minutos
“Sunderland até morrer” estreia na Netflix para contar um ano difícil na história de um clube tradicional inglês

Ser torcedor de futebol nunca é fácil. Em um esporte no qual existe a possibilidade de ocorrer um placar de zero a zero, cada gol marcado é de suma importância, e são os momentos de angústia e sufoco nas partidas que tornam o esporte tão único. Em especial, quando um time passa por dificuldades, fica claro quem está disposto a apoiá-lo em todos os momentos. Para contar uma dessas histórias de amor a um clube, a Netflix estreia dia 14 de dezembro “Sunderland Até Morrer”, um documentário sobre a temporada 2017/18 do clube.

O time, fundado em 1879, já passou por todos os estados de um clube de elite inglês. Com seis campeonatos nacionais e dez rebaixamentos, cada torcedor já vivenciou uma verdadeira montanha russa emocional. E o foco do documentário é a temporada que começou em agosto de 2017, a primeira do clube na Segunda Divisão inglesa em mais de dez anos. E, para entender melhor o que aconteceu nesse período, é importante levar em consideração alguns fatores que atrapalharam o clube.

A temporada que culminou com o seu rebaixamento nem havia começado e o Sunderland já havia perdido um de seus melhores jogadores. Em março de 2017, o meia Adam Johnson foi preso por ter abusado sexualmente de uma adolescente e seu vínculo com o clube foi encerrado. Com o decorrer do ano, o time perdeu diversos jogos e já indicava que não sobreviveria na Primeira Divisão desde as primeiras partidas. Somado a isso, um dos torcedores mais carismáticos do clube, Bradley Lowery, um menino de seis anos, morreu em decorrência de um câncer em julho de 2017.

“Sunderland Até Morrer” é um documentário que acompanha de perto os bastidores do clube a partir da segunda metade de 2017. Na produção fica evidente o amor que os torcedores sentem pelo clube, e as declarações são de dar arrepios. Produções como essas mostram que o futebol nunca foi e nunca será apenas um esporte.

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