Foto: divulgação

Na Semana da Mulher, original Netflix retrata o empoderamento feminino através da transição capilar

Em 1975, a ONU oficializou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Nessa data, procura-se tanto comemorar os direitos já conquistados como promover questionamentos sobre o papel delas na sociedade, para assim diminuir, e quem sabe acabar, com a desvalorização e o preconceito enfrentados pelo gênero feminino. Apesar de possuir inicialmente um caráter reivindicador, ao longo dos anos a data se tornou um evento comercial, o que deturpa parte da motivação do dia. No entanto, nos últimos anos, com o aumento das denúncias de disparidade salarial, agressões e feminicídios, o 8 de março retoma aos poucos seu caráter político no Brasil. E o filme “Felicidade por um Fio”, que está disponível na Netflix, tem o intuito de levantar questionamentos sobre a influência dos padrões sociais, principalmente os de beleza, na vida das mulheres.

O longa original da Netflix acompanha Violet Jones (Sanaa Lathan) em sua jornada de autodescobrimento após uma transição capilar acidental. Por toda sua infância, ouviu da mãe (Lynn Whitfield) que precisava ser perfeita: sempre sorrir, usar roupas arrumadas e, o mais importante, alisar o cabelo.

Dessa forma, ao tornar-se adulta, Violet manteve essa obsessão e, assim, tudo em sua vida parecia ir como planejado. Porém, quando uma promoção no trabalho e a expectativa por um pedido de casamento se transformam em fracasso, Violet começa a experimentar novos estilos com seu cabelo.

Após uma breve fase loira, a publicitária tem uma crise emocional e, em uma das cenas mais emocionantes do filme, decide raspar todo o cabelo.

Agora, ela precisa aprender a amar seu novo visual e, para isso, conta com a ajuda de Zoe (Daria Jones), uma criança orgulhosa de seus cachos cuja mãe desapareceu pouco após seu nascimento. Dessa forma, Violet começa a enxergar o mundo com outros olhos e percebe que vivia para cumprir as expectativas alheias. Afinal, sua mãe sempre lhe ensinou como ser a garota que os homens querem, mas o que ela realmente deseja é ser a mulher empoderada que nunca imaginou.

Caminhos da vida
Dia 8 de março estreia “Juanita”, um filme original Netflix sobre a busca por auto-descobrimento de uma mãe solteira

Em um apartamento pequeno de Ohio, Juanita vive com sua neta Teisha, filha de Bertie – desempregada e preguiçosa, que sobrevive com o dinheiro de um programa social do governo –, e seu filho Rashwan, um traficante de drogas que provavelmente vai acabar na prisão junto a seu irmão Randy.

Desvalorizada e explorada tanto por sua família quanto em seu trabalho, a mãe solteira decide jogar tudo para o alto, ignorar as súplicas dos filhos encostados e embarca em uma viagem de autodescobrimento pelas estradas dos Estados Unidos. Em meio a esse cenário, surge a nova produção original da Netflix, “Juanita”, cuja estreia está marcada para 8 de março, dia internacional das mulheres.

Foto: divulgação

O filme é uma adaptação do livro “Dancing on the Edge of the Roof”, da escritora americana Sheila Williams e possui um tempo de duração de aproximados 90 minutos. Além de protagonizar o longa como Juanita, Alfre Woodard (vencedora de diversos prêmios Emmys como melhor atriz e do Globo de Ouro na mesma categoria em 1988 por “Cobaias”), também entrou como produtora executiva. Já a direção ficou a cargo de Clark Johnson.

Depois de comprar uma passagem de ônibus só de ida, Juanita acaba em Butte, um pequeno condado na Califórnia. Imediatamente já se depara com um ambiente muito diferente do que está acostumada, tendo que cozinhar seus próprios ovos fritos e bolinhos de batata no único restaurante da cidade, o que acaba por conceder a Juanita um emprego no lugar durante sua estadia temporária. Em sua aventura, a protagonista, única mulher negra da região, acaba encontrando muito mais do que esperava ao se apaixonar por um homem reservado, descendente do povo indígena Lakota, que ainda é muito traumatizado pelo seu tempo no Vietnam.

Deixe seu comentário