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Obra-prima de Quentin Tarantino mistura bizarras histórias sobre a violência do submundo de Los Angeles

Quentin Tarantino dispensa apresentações. O diretor norte-americano figura entre os mais icônicos da história do cinema, com filmes que marcaram a sétima arte permanentemente. Com um estilo regado de violência, ironia e diálogos memoráveis, Tarantino sempre consegue administrar diversos astros do cinema em seus longas. E não existe filme que incorpore tão bem o espírito do diretor quanto sua obra-prima: “Pulp Fiction”. O filme está disponível para ser assistido na Netflix e na Amazon Prime, além de poder ser alugado ou comprado no Youtube.

A produção de 1994 é um abuso. Para começo de conversa, “Pulp Fiction” reuniu um elenco com mais estrelas que algumas constelações. Nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman, Tim Roth, Christopher Walken, Ving Rhames e Steve Buscemi são alguns dos egos com os quais Tarantino teve que lidar no filme. Dentre seus muitos méritos, o longa foi responsável por ressuscitar a carreira de Travolta. Após bombar em “Nos embalos de Sábado à Noite” e “Grease”, o ator tinha caído em um longo ostracismo até protagonizar esse filme.

A história é dividida em grupos de protagonistas, em especial a dupla Jules (Jackson) e Vincent (Travolta). Os dois trabalham para Marsellus Wallace (Rhames), o chefe do crime em Los Angeles, que arranja um novo inimigo ao longo do filme: o boxeador em fim de carreira Butch (Willis), que decide vencer uma luta já combinada entre eles. Com o passar do tempo, a relação do pugilista com Marsellus se estreita quando seus caminhos se cruzam mais uma vez. Repleto de sangue, morte e violência, o filme conta diversas histórias curtas e sem linearidade temporal, de tal forma que a produção começa e termina na mesma cena – que por sinal, como outras sequências do filme, aparece em qualquer boa antologia cinematográfica.

Apesar de, à primeira vista, ser apenas um filme de violência com excelentes atores, o longa ainda promove sérios momentos de reflexão, além de trechos que marcaram o cenário cinematográfico eternamente, como Vincent dançando twist, Jules citando “Ezequiel 25:17” e até a cena de Vincent confuso, que viralizou como meme. “Pulp Fiction” é uma obra de arte nas telas, daquelas que merecem ser vistas e revistas. Sempre dá para descobrir novidades.

Risco iminente
O mundo fantástico da HQ “The Umbrella Academy” ganha vida na nova série de mesmo nome da Netflix, com estreia 15 de fevereiro

Em 2007, Gerard Way, vocalista da banda emo norte-americana My Chemical Romance, e Gabriel Bá, premiado quadrinhista brasileiro, lançaram a graphic novel “The Umbrella Academy”. Juntos, deram vida a uma história de super-heróis que ganhou o prêmio Eisner de Melhor Minissérie em 2008. Fruto de uma colaboração de sua editora – Dark Horse – com a Netflix, a aclamada história em quadrinhos de dois volumes é a nova produção original da plataforma, que mais de dez anos depois do seu lançamento, finalmente ganha vida.

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A estreia da primeira temporada está marcada para o dia 15 de fevereiro, quando os 10 episódios (com aproximadamente 50 minutos de duração cada) estarão disponíveis para os assinantes da Netflix. Essa temporada inicial é uma adaptação do primeiro volume da história original, porém alguns elementos do segundo também são trabalhados na série.

A trama começa em outubro de 1989, quando 43 mulheres que não demonstravam sinais nenhum de gravidez dão à luz. Sete dessas crianças foram adotadas pelo bilionário excêntrico Sir Reginald Hargreeves e treinadas para salvar o mundo. Luther (Tom Hopper), Diego (David Castañeda), Allison (Emmy Raver-Lampman), Klaus (Robert Sheehan), Number Five (Aidan Gallagher), e Vanya (Ellen Page) formam a Umbrella Academy, um grupo de crianças superpoderosas (com exceção de Vanya). Ao longo do treinamento para se tornarem super-herois, as crianças são submetidas a uma mistura de abuso e negligência, o que faz com que a maioria fuja de casa na adolescência.

Com a morte súbita do patriarca dessa família disfuncional, a antiga equipe é obrigada a se reencontrar. Assim, depois de 12 anos sem se ver, os sete ex-membros da Umbrella Academy retornam à mansão onde cresceram. Em busca de resposta sobre o que aconteceu com o pai adotivo deles, os sete se envolvem em um mundo perigoso de aventuras para salvar o mundo de um apocalipse – que está previsto para acontecer em oito dias.

O dono da voz e a voz do dono
“Bohemian Rhapsody” marca presença na temporada de premiações e chega às plataformas de streaming

Desde sua formação, em 1971, até os dias de hoje, o Queen construiu uma trajetória sólida, que a transformou em uma das bandas de rock mais influentes de todos os tempos. Graças as suas apresentações dramáticas e músicas inspiradoras, que permanecem sempre atuais, esse grupo de britânicos conseguiu conquistar uma legião de admiradores ao redor do globo. Fizeram uma de suas apresentações mais antológiocas na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Apesar do sucesso estrondoso, sua música perdeu parte da visibilidade nos anos 90 com a morte de seu vocalista, Freddie Mercury, por complicações de saúde decorrentes do vírus HIV. Mesmo assim, os demais integrantes permanecem juntos até hoje, apresentando-se com diversos nomes como Paul Rodgers e Adam Lambert. Para retratar a história dessa banda icônica, a 20th Century Fox produziu “Bohemian Rhapsody”, que estreia dia 14 no NOW e já está disponível no YouTube por R$ 16,90.

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O filme possui um enfoque maior na vida pessoal de Freddie Mercury, interpretado por Rami Malek, explorando sua relação com os demais integrantes do Queen ao longo dos anos. Para isso, inicia-se com um jovem ousado, filho de imigrantes indianos, se convidando para cantar com a banda universitária Smile. Após tornar-se um membro permanente, ao lado de Brian May e Roge Taylor, passa a denominar a banda de Queen. Com sua presença em palco arrebatadora, sua voz única e suas ideias elaboradas paras as gravações, Freddie foi fundamental para o sucesso do grupo, que até hoje serve de inspiração para diversos artistas.

A ideia de montar um longa baseado na trajetória do Queen não é nova. Em 2010, o projeto foi anunciado e contava com Sacha Baron Cohen no papel de Freddie. Porém, em 2013, o ator britânico abandonou as gravações por divergências criativas com Bryan Singer. Após um hiato na produção de 3 anos, ambos foram substituídos quando Rami Malek foi escalado para o papel do vocalista e Dexter Fletcher assume a direção. Apesar do histórico complicado, “Bohemian Rhapsody” recebeu ótimas respostas das críticas, que lhe garantiu dois Globos de Ouro e cinco indicações ao Oscar.

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