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Obra-prima da cinematografia brasileira conta sobre uma época turbulenta em comunidade carente do Rio de Janeiro

Poucas coisas são tão brasileiras quanto o Carnaval, a festa mais democrática do mundo. A essência do “jeitinho brasileiro” vem à tona durante essa semana, quase como uma “pausa coletiva” para começar bem o ano. Nesse contexto de brasilidade à flor da pele, vêm à memória alguns filmes carregados de brasilidade que marcaram as telas do Brasil e do mundo. Dentre eles, um dos grandes destaques é “Cidade de Deus”, produção de 2002 que concorreu a quatro Oscars e está disponível para ser assistido na Netflix e na Amazon Prime Video.

A história do longa é contada por Buscapé (Alexandre Rodrigues), um morador da comunidade carente carioca da Cidade de Deus nas décadas de 1960 e 1970 que tinha o sonho de ser fotógrafo. Apesar disso, o foco da narrativa sempre girou em torno de um personagem: Dadinho. Em meio às dificuldades compartilhadas pelos habitantes do recém-formado conjunto habitacional, a criminalidade surgiu quase que naturalmente. E Dadinho se aproveitou desse ambiente para realizar sua grande ambição de ser o dono da comunidade. Ainda menino, ele já estava metido em diversas atividades criminosas, e aproveitou a dissolução do antigo grupo de bandidos para crescer como um criminoso respeitado na favela.

Com o passar do tempo, o menino cresceu e tornou-se Zé Pequeno, o bandido mais influente da Cidade de Deus, interpretado na fase adulta de forma antológica por Leandro Firmino da Hora. Aos dezoito anos, ele já controlava quase todos os pontos de tráfico da região e sua liderança era incontestável. Até que apareceu um rival. Agora em meio a uma guerra de facções, Buscapé conta a história de cada um dos personagens marcantes na comunidade e como chegou àquela situação de total banalização da violência.

“Cidade de Deus” figura entre os filmes brasileiros mais aclamados pela crítica e sua recepção calorosa é fruto da qualidade tanto do elenco quanto do roteiro. Essa combinação ideal foi fundamental para o filme ganhar visibilidade internacional e fazer com que o Brasil marcasse as telas estrangeiras com tiros, sangue e violência. Apesar de estar repleto de cenas pesadas, é impossível tirar o olho da tela por sequer um instante.
https://www.netflix.com/watch/60026106

Lugar incomum
Com elenco famoso, “Megarrromântico” chega na Netflix para satirizar as comédias românticas de forma leve e divertida

Quem não gosta de uma comédia romântica? Esse gênero cinematográfico, apesar de não ser o mais aclamado pela crítica, merece um lugar especial na estante. Seja para dar uma boa risada, ou para simplesmente desligar da realidade, quase todas as pessoas já viram pelo menos uma comédia romântica. Em clássicos como “De Repente 30” e “As Patricinhas de Beverly Hills”, é notável a presença de alguns clichês característicos dessas produções. Com a proposta de satirizar as expectativas irrealistas retratadas nesses filmes, estreia na Netflix, dia 28 de fevereiro, a produção original “Megarrromântico”.

A história tem como protagonista Natalie (Rebel Wilson, que também entrou como produtora), uma arquiteta nova-iorquina que luta para ser reconhecida em seu trabalho, onde pega mais café do que realmente projeta grandes prédios. Além disso, é muito cética em relação ao amor, algo que interpreta como desnecessário e fútil. Esse comportamento é muito por causa do discurso desmotivador de sua mãe, que desde que Natalie era pequena dizia que ninguém nunca ia amá-la. Porém, ao bater em um poste depois de uma tentativa de assalto no metrô, a protagonista fica inconsciente e acorda em uma comédia romântica, o gênero que mais detesta.

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Ao acordar, Natalie se depara com uma realidade muito diferente da sua: tem dinheiro, roupas bonitas, acorda sempre arrumada e todo mundo a acha atraente, inclusive o personagem interpretado por Liam Hemsworth, o clássico galã do filme. Além desses, diversos outros clichês das comédias românticas são incorporados ao enredo, que tem direito a número musical e melhor amigo gay. Porém, apesar de estar levando uma vida considerada perfeita, com o passar do tempo a protagonista se cansa dessa realidade e descobre mais sobre si mesma.

“Megarrromântico” possui um elenco repleto de nomes conhecidos, principalmente entre os mais jovens. Além de Rebel Wilson (“Pitch Perfect”) e Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”), Adam Devine (“Quando nos conhecemos”), Prianka Chopra (“Quantico” e “Bajiro Mastani”) e Betty Gilpin (“Glow”) também atuam no filme.

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