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Nova adesão da Globoplay, “Babylon Berlin” retrata os problemas que culminaram na ascensão nazista em 1933

Após a derrota na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha viveu um período de extrema instabilidade política e econômica como consequência das restrições impostas em 1919 pelo Tratado de Versalhes. Para os historiadores, esse período ficou conhecido como a República de Weimar e foi marcado por ondas de recessão e colapso social que culminaram no fortalecimento de movimentos radicais tanto de esquerda quanto de direita. Para representar o momento mais conturbado dessa época de crise global, traduzida pela quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929, chega dia 11 de janeiro na Globoplay a série “Babylon Berlin”.

“Babylon Berlin” foi inspirada nos best-sellers de Volker Kutscher e tornou-se a série alemã mais cara até hoje produzida, com 57 milhões de dólares gastos. Ao longo de 16 episódios de uma hora cada, essa produção acompanha Gereon Rath (Volker Bruch), um jovem detetive de Colônia que se transfere para capital com o intuito de escapar dos traumas passados. Porém, contagiado pela energia pulsante que era Berlin nos anos 20, uma cidade agitada pelo declínio abrupto dos padrões morais e à beira do caos cultural, Gereon mergulha de cabeça nesse universo, fascinado pela vida noturna e pelos shows de vaudeville.

Encarregado de desvendar o mistério por trás das chantagens envolvendo o prefeito de Colônia, o jovem detetive se unirá a Charlotte Ritter (Liv Lisa Fries), uma taquígrafa de origem humilde que encontrou na prostituição uma forma de completar sua renda. Juntos, ambos passam a transitar pelos esquemas de corrupção, intrigas e extremismos políticos. Com direção de Tom Tykwer (“Perfume: a História de um Assassino”), “Babylon Berlin” retrata com precisão o cotidiano em Berlin no pós-guerra, com cenas de danças eufóricas, uma pobreza generalizada e a alarmante violência nazista, uma ameaça que logo chegaria ao poder.

Teóricos do sexo
No dia 11 de janeiro estreia “Sex Education” na Netflix, produção original da plataforma que fala sobre adolescência e sexualidade

A adolescência é uma das fases mais complicadas e constrangedoras da vida. Assim como é repleta de mudanças, também é cheia de dúvidas e inseguranças, principalmente quando o tópico é o corpo. Vários filmes retratam as diversas facetas dessa época por ser um gênero bem popular entre os telespectadores. De diferentes formas, essas produções abordam temas como bullying e popularidade (ou falta dela). Com essa temática, chega no dia 11 de janeiro a nova estreia da Netflix, “Sex Education”.

Ao longo de oito episódios, a produção britânica vai acompanhar Otis Milburn (Asa Butterfield), um garoto de 16 anos com ansiedade social, em sua peculiar trajetória no ensino médio ao lado de seu melhor amigo Eric (Ncuti Gatwa). Filho de uma terapeuta sexual – Jean (Gillian Anderson) –, Otis cresceu rodeado por livros e debates francos sobre o assunto. Assim, mesmo sendo virgem, o protagonista sabe mais sobre sexo do que a maioria dos adolescentes de sua idade. Após sua situação familiar ser revelada para toda a escola, a vida de Otis toma um rumo inesperado.

Mave (Emma Mackey), uma garota rebelde de estilo punk e colega do protagonista, vê na situação uma forma de ganhar dinheiro. Ela propõe a Otis que comecem uma clínica clandestina de terapia sexual. Enquanto ela lida com os clientes, o dinheiro e os horários das sessões, o garoto, usando os conhecimentos de sua mãe, consultaria e aconselharia os adolescentes em suas questões relacionadas ao sexo. O esquema acaba se tornando um sucesso e muda completamente a vida dos protagonistas.

Ao mesmo tempo em que Mave e Otis dirigem a clínica clandestina, a série acompanha também a jornada de Eric, um adolescente assumidamente gay que é filho de pais conservadores. Assim, “Sex Education” promete ao seguir outras produções de sucesso da plataforma, como “Big Mouth”, e juntar dois temas bem populares: adolescência e sexo.

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Quem ri por último
“A Última Gargalhada” estreia na Netflix para amenizar os efeitos da passagem do tempo

Envelhecer não é fácil, mas é definitivamente melhor que a alternativa. Com o passar dos anos, o ser humano desenvolveu técnicas refinadas no âmbito da saúde, permitindo que cada vez mais pessoas pudessem experimentar as diversas crises associadas à velhice. Consequente a esse aumento, a terceira idade ganhou mais enfoque em todos os segmentos, inclusive na comédia. E, para acompanhar esse progresso, o filme “A Última Gargalhada” chega à Netflix dia 11 de janeiro.

A produção original acompanha os primeiros dias do empresário Al Hart (Chevy Chase) em uma casa de repouso. Logo ao chegar lá, Al encontra seu primeiro cliente, Buddy, um comediante que largou a profissão há 50 anos e virou podólogo. Com os dois constantemente juntos, Al planta em Buddy uma ideia: voltar aos palcos e fazer uma turnê pelos Estados Unidos. Ao lado de Jeannie, neta do agente, os três participam de uma jornada pelo país movida pelas gargalhadas alheias.

Um ponto interessante do longa é que, por retratar um comediante, muito do que faz do filme uma comédia é exibida como parte do trabalho de Buddy, quase como uma “comédia dentro da comédia”. Dessa forma, as piadas se desenrolam dentro e fora dos palcos, quase sempre ao redor da temática da velhice. Esse tema mórbido acaba por ser tratado de uma forma bem irreverente, para tornar um pouco mais leve o significado dessa fase da vida.

“A Última Gargalhada” entra no catálogo da Netflix para ressaltar a mensagem passada por “O Método Kominsky”. Tanto no filme quanto na série, a moral da história é que a velhice não é apenas um conceito assustador, mas sim uma nova oportunidade de se reinventar. E viver a vida de forma bem menos responsável que na fase adulta.

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