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“Velvet Buzzsaw” chega à Netflix para criticar a ganância presente na arte moderna

Quando há muito dinheiro em jogo, sempre aparecem pessoas dispostas a fazer qualquer coisa para se adonar dele. Tal comportamento é muito comum nas artes plásticas, meio no qual algumas obras movimentam milhões de reais e algumas pessoas ganham quantias substanciais para intermediar essas vendas. “Velvet Buzzsaw”, filme original Netflix com estreia marcada para o primeiro dia de fevereiro, conta a história de um desses casos.

A produção gira em torno do crítico de arte Morf (Jake Gyllenhaal), que recebe uma oferta de Josephine (Zawe Ashton), uma agente de talentos. A empresária encontrou as obras de Dease, um pintor que morreu e deixou para trás uma bela coleção de pinturas, mas suplicou que elas fossem destruídas. Em parceria com a curadora Gretchen (Toni Collette) e a dona de galeria Rhodora (Rene Russo), os dois decidem ignorar o pedido do artista e lucrar em cima das vendas dos quadros.

Com o passar do tempo, as obras tornam-se um sucesso e geram uma boa renda para os quatro, mas eles começam a entender porque Dease pedira para destruí-las. Alguns compradores afirmaram ter visto as pinturas se moverem, e outras pessoas diziam ter sido atacadas pelos personagens dos quadros. A partir dessa situação bizarra, eles percebem que as pinturas estavam possuídas por alguma espécie de demônio, e que essa maldição contagiava outras obras que estavam por perto. E, diante disso, o grupo unido pela arte passa a ser vítima da própria ganância.

“Velvet Buzzsaw” chega à Netflix com um tom macabro muito comum nos filmes de terror e suspense, mas fica claro que outro objetivo dos diretores era o de satirizar a parte mais glamourosa do meio artístico. Em especial quanto à arte moderna, o filme mostra o quão bizarro uma criação de sucesso pode ser, e, em alguns casos, de forma não intencional. Essa crítica à ganância e à supervalorização de obras promete ser um sucesso não apenas pelo roteiro, mas também pela qualidade do elenco. A produção chegou a ser selecionada para o festival de Sundance 2019.

Morte após a morte
No dia primeiro de fevereiro, chega à Netflix “Boneca Russa”, uma comédia protagonizada por Natasha Lyonne que conta a história de uma mulher presa em um “looping” temporal

Natasha Lyonne, que já participou do seriado “Orange is The New Black” da Netflix como a controversa Nicky Nichols, agora protagoniza outra produção original da plataforma. A comédia de humor negro “Boneca Russa” estreia no serviço de streaming dia 1º de fevereiro. A série de oito episódios tem uma equipe de direção composta somente por mulheres, sendo elas Leslye Headland, Amy Poehler e a própria Natasha Lyonne.

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A série acompanha Nadia, uma nova-iorquina de personalidade forte e autodestrutiva. Tudo começa na festa de aniversário de seus 36 anos organizada por suas amigas Maxine (Greta Lee) e Lizzy (Rebecca Henderson). Apesar de estar cercada por pessoas que gostam dela, Nadia não parece gostar muito de seu aniversário e foge no meio da comemoração para dormir com um homem que acabou de conhecer (Jeremy Bobb). Mais tarde, ao avistar seu gato – que estava desaparecido – vagando pelas ruas, Nadia acaba sendo atropelada por um táxi e morre. Porém, em vez da série acabar, a protagonista se encontra novamente na festa, como se nada tivesse acontecido.

Presa em uma espécie de “looping” temporal, toda vez que Nadia sai da comemoração, ela morre, sempre voltando para a festa no mesmo instante em que a série começou. Para tentar quebrar esse ciclo, a protagonista vai tomar uma série de atitudes que vão levar seus amigos – e até ela mesma – a questionarem sua sanidade mental. Nessa jornada por respostas, Nadia encontra uma pessoa na mesma situação que ela, sempre ressuscitando no mesmo dia depois de uma morte bizarra.

O título da série remete a um brinquedo de madeira também chamado de boneca russa. Toda vez que se abre uma das bonecas, outra aparece dentro dela, em uma repetição que se estende até chegar-se à última, única que não é oca. Da mesma forma é a vida de Nadia – toda vez que chega ao fim, recomeça do mesmo ponto.

Psicose espacial
Produzida pela SiFy, série baseada em obra de George R.R Martin chega à Netflix em fevereiro

Desde sua estreia em abril de 2011, “Game of Thrones” se tornou um fenômeno mundial de audiência. Produzida pela HBO, a série é uma adaptação dos livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, do escritor norte-americano George R.R. Martin, e desenvolve-se ao redor das violentas disputas pelo trono de Westeros. Ao longo de sete temporadas, magia, política, guerras e nudez se misturaram para criar um show extremamente popular e uma dedicada legião de fãs. Atrelado a esse sucesso, o nome de George R.R. Martin ganhou destaque, e suas demais obras foram as mais beneficiadas. Nesse sentido, a Netflix decidiu lançar “Nightflyers”, uma adaptação homônima do livro escrito por Martin nos anos 80, que se junta ao catálogo da plataforma no dia 1 de fevereiro.

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Ao longo de dez episódios, a série acompanha a jornada do astrofísico Karl D’ Branin e sua equipe de cientistas a bordo da Nightflyer, para fazer contato com uma misteriosa nave alienígena que pode conter a chave para sobrevivência humana na Terra em 2093. Porém, quase que imediatamente, a missão é ameaçada por uma série de problemas mecânicos. Apesar das promessas de reparo feitas pela inteligência artificial Eris, que comanda a nave, esses defeitos parecem só se agravar com o tempo.

Para cobrir todas as possíveis formas de comunicação com os extraterrestres, Karl foi autorizado a levar consigo o telepata Thale (Sam Strike) junto com a manipuladora Dr. Agatha Matheson (Gretchen Mol), que compartilha de um complicado passado com o astrofísico. Nesse sentindo, ambos utilizaram a viagem para se recuperar de recentes traumas. Porém, em meio aos jogos mentais proporcionados por Thale e o estranho comportamento do Capitão Eris, a vida de Agatha e Karl se tornará um inferno e a realidade, incerta. Afinal, vulnerável e isolada, essa dupla é a vítima perfeita para as desilusões espaciais.

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