Em um cenário de instabilidade econômica no Brasil, os municípios brasileiros lidam com um grande desafio de prover de demandas sociais de maneira ágil, efetiva e com qualidade. As parcerias entre os setores público-privado são fundamentais para tirar do papel projetos importantes para a cidade. Esse é um modelo de trabalho que pode beneficiar toda uma população em diversas áreas, como infraestrutura, saúde, saneamento básico, mobilidade urbana, iluminação pública, turismo, entre outras.

As PPPs (Parcerias Público-Privadas), como também são conhecidas, têm como objetivo principal tornar viáveis os projetos da administração pública com a ajuda da iniciativa privada. Essa forma de trabalho é fundamental para o desenvolvimento e avanço de uma cidade, onde os governos podem e devem recorrer aos recursos da iniciativa privada, por meio de contratos em longo prazo. Assim, oportunizando que obras sejam colocadas em prática de uma maneira ágil, eficiente e melhor ainda, sem dinheiro público.

No Brasil, as PPPs já são bastante conhecidas e a tendência é que avancem ainda mais nos próximos anos. Para uma parceria público-privada ser bem sucedida, o primeiro indicador é prestar um serviço público com a qualidade que um governo não consegue oferecer a comunidade. Por exemplo, a construção bem feita de uma creche ou praça pública.

Temos alguns exemplos de parcerias entre os setores público e privado que foram executadas e bem sucedidas em nosso país. Como o Complexo Penal em Minas Gerais. Já ouviu falar? Foi a primeira e única parceria pública-privada envolvendo a construção e gestão de presídios no Brasil. O complexo foi construído em menos de 3 anos e está em funcionamento desde 2013. Atualmente, a unidade abriga mais de dois mil presos, separados em regime fechado e semiaberto. O presídio é uma referência de gestão e infraestrutura no país.

É claro que essa parceria se trata de uma grande obra envolvendo a esfera federal, mas o foco das parcerias de iniciativa público-privada passou por uma enorme diversidade nos últimos anos, abrangendo também projetos em escalas municipais. Neste caso, é possível perceber um impacto direto muito maior no dia-a-dia dos habitantes, onde são percebidos muito mais intensamente.
É por isso que precisamos buscar as parcerias público-privadas e colocar em prática os projetos importantes para a nossa cidade. Desta forma, quem sairá ganhado é a comunidade e também o município, que luta diariamente contra a falta de recursos públicos e de equipe técnica especializada para estruturar e tirar do papel obras e projetos estruturantes. Acredito que a atual administração municipal também compreende a importância destas parcerias e vem buscando desenvolver este mecanismo como uma oportunidade de realizar os projetos do começo ao fim e entregá-los com qualidade para a população montenegrina.

Como vereador, tenho insistido que o município busque firmar essas parcerias para executar projetos aqui na cidade. A última indicação que fiz neste sentido foi em relação ao antigo prédio da Aripê, localizado na beira do rio, próximo ao Porto das Laranjeiras. A ideia agora é buscar recursos e apoio para iniciar um novo projeto de restauração do prédio, que atualmente está em total abandono para a ocupação de empresas que possam realizar as suas atividades dentro deste espaço.

Além disso, publiquei em minhas redes sociais nesta semana, a indicação que protocolei na Câmara de Vereadores para que a prefeitura avalie a possibilidade de reabrir o restaurante do Parque Centenário por meio da parceria público-privada. O Parque Centenário vem sendo um dos locais turísticos mais utilizados pelos montenegrinos, principalmente nos finais de semana. Reabrir o restaurante será mais um atrativo e também mais uma opção de lazer para os visitantes.

O antigo prédio da Aripê e o restaurante do Parque Centenário são pontos privilegiados no nosso município. Tenho certeza que existam empresas interessadas em ocupar esses espaços.

Desta forma, estaremos movimentando a nossa economia, gerando mais investimentos e empregos, reduzindo custos do dinheiro público, além de profissionalizar a gestão dos serviços oferecidos a população.

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