Nesta semana de setembro celebramos um dos episódios mais importante do nosso Rio Grande do Sul: a Revolução Farroupilha. Também celebramos os 60 anos do CTG Estância do Montenegro. Em homenagem a esta passagem, preparei esta coluna que enaltecea nossa história e orgulho de ser gaúcho.

Foi no dia 20 de setembro de 1835 que os farroupilhas, liderados por Bento Gonçalves, venciam o confronto da Ponte da Azenha e entravam na província de Porto Alegre. Naquele dia, iniciou-se a Guerra dos Farrapos, o conflito armado mais duradouro da história do Brasil e que resultou na declaração de independência do Estado do Rio Grande do Sul. A Revolução Farroupilha, como também ficou conhecida, é considerada uma das passagens mais importantes do nosso Estado e um marco social e político para a nossa cultura gaúcha.

Isso porque a partir dela que se estabeleceu a identidade do nosso povo, com suas tradições e seus ideais de liberdade, igualdade e humanidade. Hoje, a cultura gaúcha é reverenciada não só no Estado, mas em todo o País e mundo afora.

A cada 20 de Setembro, o gaúcho reafirma o orgulho de suas origens e o amor por sua terra.Gremistas e colorados, homens e mulheres, tradicionalistas e não-tradicionalistas, todos unidos para celebrar as conquistas e honrar as tradiçõesdo nosso amado Rio Grande.

Nós, gaúchos, somos bairristas. Alguns mais, outros menos, mas o sentimento de pertencer para a mesma terra nos acompanha desde pequenos, até mesmo aqueles que hoje vivem distantes dos pampas, mas que por onde passam, carregam o orgulho de ser daqui.

Esta é uma semana para nos orgulharmos. Infelizmente neste ano, em virtude da pandemia, as comemorações terão de ser um pouco diferentes. Não teremos os nossos tradicionais desfiles e acampamentos farroupilhas que encantam e alegram todas as cidades do estado. Mesmo assim, aproveito o espírito revolucionário e de reflexão que essa semana traz, e te convido a honrar os nossos costumes.
Traja aquela tua pilcha gaúcha, veste o teu vestido de prenda, bombacha, lenço, guaiaca e chapéu. Ascende o fogo à lenha, aquece e prepara um bom e amargo chimarrão. Faz o teu churrasco e ouve aquela boa música gaúcha.

Nós somos gaúchos, fortes, aguerridos e bravos, assim como entoamos no hino. E eu, tenho orgulho de nascer, crescer e viver nesta terra.

Meu pai, Dr. Valmir Oliveira, sempre foi um tradicionalista de berço, e me ensinou a respeitar a cultura e manter o amor pela nossa tradição. Hoje, carrego no peito a alegria de ser gaúcho e passo aos meus filhos, Theodoro de 4 anos e Lívia de 1 ano, este sentimento de amor pela nossa história. Seguimos assim. Mantendo e ensinando para nossos filhos e gerações futuras o verdadeiro espírito de ser gaúcho.

E não se esqueça. A cultura dos nossos pampas, passada de geração para geração está viva dentro de nós gaúchos. Ser gaúcho é uma verdadeira dádiva, viver nesta terra de guerreiros por natureza não tem coisa igual. É a coisa mais linda que existe. E é por tudo isso que devemos manter acessa essa chama gaúcha para sempre.

Jamais, jamais deixe morrer o tradicionalismo e as raízes do nosso Rio Grande do Sul.
Obrigado ao CTG Estância do Montenegro pelos 60 anos de existência, ensinando e cultivando as nossas tradições. Uma entidade que merece todo o nosso reconhecimento pela sua dedicação e pelo papel fundamental que tem na história de Montenegro.

Obrigado ao Flávio Patrício Vargas e ao meu pai, Valmir Oliveira, por terem, há 60 anos, juntamente com outros gaúchos, fundado o CTG Estância do Montenegro. Parabéns pela dedicação, entusiasmo e garra de vocês para não deixar a chama do tradicionalismo se apagar. O CTG Estância do Montenegro é uma referência de luta pela tradição e patriotismo.

Deixe seu comentário