O dinamarquês Peter Freuchen foi navegador, escritor, jornalista, cineasta, antropólogo e grande aventureiro. Em 1926, juntou-se a uma expedição rumo à Groenlândia, tinha apenas 20 anos. Conheceu a cultura dos inuítes, esquimós das regiões árticas. Apaixonou-se por aquela cultura e passou a viver por lá um tempo, caçando focas e explorando locais nunca antes visitados por humanos.
Um belo (?) dia, seu grupo foi atingido por uma avalanche. Peter cobriu o corpo com trenós, para se proteger, mas foi completamente enterrado sob o gelo. Para sair da tumba congelada, o aventureiro usou as próprias fezes, moldando-as antes de congelarem, formando uma espécie de punhal, com o qual cavou o gelo e escapou da morte.
No antigo Egito, as moscas eram uma praga incômoda e, sem os métodos modernos de controle de insetos e de higiene, bandos dos dípteros braquíceros irritantes não poupavam nem os nobres. O faraó Neferkara Pepy, que dizem ter governado durante 94 anos, criou um método muito peculiar para se livrar dos insetos. Ele tinha escravos e escravas que o acompanhavam, untados com mel, para atrair as moscas, deixando-lo mais tranquilo em seus fedores reais.
Henrique VIII da Inglaterra também tinha serviçais com funções inusitadas. Na verdade, era uma honra. Essas pessoas recebiam títulos de cavalheiros pela, digamos, “proximidade” com o rei. A nobre função era chamada “groom of the stool” que seria algo como “serviçal do banquinho”, referindo-se ao móvel usado pelo rei para fazer suas necessidades. O cavalheiro do banquinho era responsável por limpar a bunda do rei após ele defecar.
Dom Pedro I, pouco antes de declarar nossa independência, às margens do Ipiranga, retratada no belo quadro do pintor Pedro Américo, em cena cheia de garbo e heroísmo, teve fortes dores de barriga e precisou correr ao mato momentos antes do “Independência ou morte!”. Enquanto Dom Pedro se aliviava, atrás da moita, sua guarda, formada por fazendeiros e cavaleiros, esperou a 600 metros, pensando, certamente, no futuro do Brasil.
Outro rei, o do rock, Elvis Presley teve uma constipação grave que o atormentou durante toda a sua vida. Ele morreu enquanto fazia cocô por causa de uma condição chamada “megacólon” ou doença de Hirschsprung.
Os romanos faziam bochechos com urina, que contém amônia, e é um dos melhores produtos naturais de limpeza disponíveis.
Em 2019, o presidente de importante país, visando detonar a imagem da maior festa popular nacional, publica em seu Twitter vídeo de um homem urinando em outro. Com isso, escancara para criancinhas, pudicas donzelas e cidadãos de bem, uma prática que até então era restrita ao mundo pornô. De quebra, o presidente ensina ao país um dos significados da palavra “escatológico” e introduz (!) o termo “golden shower” à cultura nacional. Estamos evoluindo.

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