Aos poucos, estudantes da região retomam as suas atividades escolares. Nesta quinta-feira, 20, foi a vez dos alunos da rede pública municipal de Montenegro retornarem às instituições de ensino. Nos colégios particulares, a rotina voltou no início da semana e, nos estaduais, há calendários diferenciados após a greve docente de 2019.
Ver o brilho nos olhos de crianças e adolescentes em reencontrar seus amigos é revigorante. Claro, há aqueles que não queriam voltar às aulas e não ficam tão contentes assim. Mas a expectativa em descobrir em qual sala estudarão, quem são seus colegas e quais professores ensinarão as lições do ano é algo pujante nesse período do ano. É tão forte e marcante, que certamente cada um lembra como foram seus primeiros dias de aula. E há professores que fazem questão de deixar esse momento ainda mais marcado nos seus alunos. Tem aqueles que recebem com um abraço, outros, com sorrisos e promessas de um belo ano e há, ainda, quem utilize até a fantasia para ganhar o coração dos seus pupilos. Tudo é válido para fazer com que eles sintam-se bem-vindos ao ano letivo que se inicia. E esperamos que seja cheio de aprendizado e construções importantes para a caminhada dessas pessoas.
Mas nem tudo são flores. Se, por um lado, os alunos são recebidos de braços abertos por professores – cuja expectativa pelo primeiro dia é tão alta quanto a dos estudantes – por outro, um velho problema bate à porta da Secretaria de Educação: a falta de vagas em creches. Esse é um assunto que já foi discutido muitas vezes e foi, inclusive, alvo de judicialização, mas parece que não é o suficiente para que medidas sejam realmente tomadas para solucionar o problema de famílias que dependem desse serviço para se reinserir no mercado de trabalho. Serviço público que, diga-se de passagem, é um direito dos cidadãos. E se a falta de vagas já revolta, os relatos de desrespeito com que, por vezes, mães e pais são tratados, são estarrecedores. Não é justificável que uma mãe ouça de uma servidora que deveria ter pensado melhor antes de ter filhos.
O mínimo que se espera é um atendimento digno, decente e com transparência na lista de espera. Afinal, trata-se de um setor público que atende – ou deveria – os interesses do cidadão. E, se é fundamental para uma mãe deixar seus filhos na Emei para descansar e, assim, trabalhar no turno da noite, que esse direito lhe seja garantido também. Inclusive, se o problema é a falta de vagas, que seja concluída, após a abertura de novo crédito, a obra da Emei do Centenário para que, assim, novas vagas possam ser asseguradas.

Deixe seu comentário