Nesta semana, um novo episódio de violência doméstica mostrado pelo Ibiá, registrado na região central de Montenegro, mostrou que a incidência seguer alta e não está restrita a uma determinada região da cidade. Mais: revela o quanto existe o sentimento de posse que alguns homens ainda nutrem em relação às mulheres.

No caso específico, o marido não aceitava o fim de uma relação de quase 20 anos e, desde o ano passado, estava infernizando a vida do ex, inclusive, com ameaças de morte. Na região, a Polícia Civil faz um belo trabalho com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), mas esbarra no histórico déficit de agentes. A Brigada Militar, por sua vez, tenta dar uma resposta adequada através da criação das Patrulhas Maria da Penha, mas ainda não são suficientes.

Na verdade, o diálogo, o entendimento, a compreensão e o respeito deveriam estar entre as prioridades nas relações dos casais. Infelizmente, estão cada vez mais em desuso. O resultado disso são relações degradadas, explosivas, marcadas pela violência constante, ou perigosamente a um passo da fatalidade. Tempos difíceis que mereceriam a reflexão de todos nós em prol de mudanças para salvar esta e as futuras gerações que convivem com situações tão dramáticas.

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