São muitos os impactos pela pandemia na sociedade. Um deles é a crise econômica que aflige as famílias e as empresas. Por mais que as medidas de isolamento social sejam necessárias – muitos países utilizaram para frear a contaminação quando essa alcançou índices altíssimos – é preciso reconhecer que as empresas, sobretudo o setor de comércio e de serviços, precisam de ajuda. O governo estadual recentemente anunciou adiamento de prazos para quitação de alguns impostos. Ajudou, mas está longe de resolver a questão. O governo federal está em dívida com os empresários, já que não renovou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. As linhas de crédito anunciadas também não chegaram a muitos empreendedores que precisavam.

E o que, em nível municipal pode ser feito? É esta discussão que o Ibiá propõe aqui. Nesta semana, pelo menos quatro comércios anunciaram o encerramento das atividades em Montenegro. O que o governo municipal e também as entidades que representam o setor empresarial farão sobre isto? Seria leviano aqui propor um “auxílio aluguel” – hipótese que é levantada em alguns municípios brasileiros no intuito de ajudar o pequeno comerciante a se manter enquanto não pode abrir sua loja – sem uma análise profunda da possibilidade financeira disto ser oferecido. Mas existe a possibilidade de ajudar o pequeno empresário sem custo aos cofres públicos. Como? Uma alternativa poderia ser a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, junto de entidades como Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Comercial e Industrial (ACI) e até mesmo as imobiliárias, abrir uma grande mesa de negociação coletiva a respeito dos alugueis neste período em que o comércio ficou fechado.

Será que os proprietários de espaços comerciais de Montenegro, num acordo coletivo, não estariam dispostos a reduzir o aluguel deste mês de março, tão difícil às empresas? Não é melhor receber 50% menos em um mês e ter o locatário no restante do ano? Esta crise, e sobretudo o pico de casos de Covid-19 que vivemos, não será para sempre. Com a aceleração da vacinação, nos próximos meses, a situação nos hospitais tente a melhorar e o comércio poderá atender, mesmo que com muitos protocolos. Mas agora, quando para muitos a única alternativa é a venda por tele-entrega – que não traz o mesmo faturamento que a loja presencial aberta – é hora de nos unirmos. Não queremos entrar o segundo semestre com ruas como a Ramiro Barcelos, Bruno de Andrade e Osvaldo Aranha cheias de placas de “aluga-se”.
E então, vamos negociar?

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