Foi enrolado. Anúncios, retornos, demora, muita expectativa formada pela população. Mas, enfim, foi decidido que o trabalhador brasileiro poderá fazer saques de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas, por enquanto, apenas R$ 500,00. Muita gente achou que a soma seria bem maior. Teve quem cogitou fazer aplicações financeiras, quitar dívidas volumosas ou comprar aquele pacote de férias. Trocar o carro, quem sabe? Pelo menos, por enquanto, os planos mais ousados terão que esperar.
Pesaram – e muito – na decisão governamental as reclamações do setor da construção civil. É que atualmente uma das raras formas de você utilizar o FGTS sem ter sido demitido é no financiamento de imóveis. O resultado disso é que o surgimento de novos empreendimentos imobiliários acaba dependendo desses recursos. Coloque nessa conta os empregos que esse segmento gera, e o governo preferiu manter o FGTS resguardado. A frustração de muitos é explicável, afinal, os juros que os recursos rendem são mínimos. Valeria muito mais ao trabalhador retirar o dinheiro e investir de outras formas. Inclusive quitar contas.
Mas também, infelizmente, é preciso reconhecer que o brasileiro não costuma lidar bem com dinheiro e grande parte da população teria dificuldades em investir seus recursos, resultando em, no futuro, quando estiver sem renda, não ter mais a segurança do fundo do trabalhador para se resguardar. Mesmo pequena, a quantia de R$ 500,00 vai injetar recursos na economia do País e precisa ser bem utilizada pelas famílias. Tem dívida? Limpe seu nome. Não precisa do valor agora? Guarde. Até o rendimento da poupança é melhor do que deixar o dinheiro praticamente parado. Mas, antes de gastar, lembre do dia de amanhã.

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