Estamos a pouco mais de uma semana da Páscoa. Para alguns, a vida está tão atípica ou caótica que isto é até uma surpresa. Sim, sexta-feira que vem, dia 10, é Sexta-feira Santa e, no domingo, 12, ocorre a manhã mais doce do ano em que, tradicionalmente, as crianças procuram pelo ninho repleto de gostosuras deixado pelo coelho da Páscoa.
Se a parte comercial foi deixada de lado por muitos e esta semana provavelmente veremos muita gente correndo atrás de quem esteja vendendo chocolate, o sentido da Páscoa, mais do que nunca, precisa estar presente em nossos corações e pensamentos. É tempo de pensar nos nossos irmãos e celebrar os momentos em família, mesmo nesse período difícil.
Além de aquecer nosso coração, a Páscoa em seu sentido real, o da Ressurreição de Cristo, tem o poder de transmitir a paz da qual tanto precisamos neste momento de pandemia. Somente com tranquilidade poderemos raciocinar com mais clareza, sem nos deixar abalar pelas pressões sociais que tomam nossos dias.
Em matéria publicada na edição de hoje do Ibiá, trazemos a palavra do bispo Dom Carlos Romulo Gonçalves e Silva, na qual ele aborda a necessidade de estarmos unidos neste momento de tantas dificuldades, colocando-se no lugar do próximo, exercitando a empatia e, sobretudo, estendendo a mão – mesmo que virtualmente – aqueles que estão mais fragilizados.
Se pensarmos no maior dos significados trazidos pela quaresma, ele pode ser resumido em uma palavra: sacrifício. E o que é este momento em que muitos estão perdendo renda, mas estão tentando preservar a saúde daqueles que amam, mantendo-se dentro de casa. Estamos fazendo um sacrifício em prol de toda a sociedade.
Não nos permitamos abaixar a cabeça e aceitar a derrota. Vamos seguir, com fé, e venceremos mais este importante desafio, em um exercício coletivo de ressurreição e amor ao próximo.

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