Faz tempo que a “insegurança” deixou de ser uma sensação e virou algo concreto. Primeiro, nas grandes cidades, mas também nos médios e pequenos municípios, onde o baixo efetivo policial torna todos alvos fáceis. “Dormir com a janela aberta” já não é possível nem mesmo no “interior do interior”.

Nada parece ter força suficiente para frear a criminalidade, principalmente no que diz respeito ao tráfico de drogas. Esta semana, em Canoas, criminosos colocaram fogo em um ônibus, sem permitir que as pessoas saíssem dele. Demonstração de força para a polícia e para outras facções.
Algumas ações, no entanto, tentam melhorar a situação, embora até possam ser vistas como uma tentativa de “secar gelo”. Afinal, prender parece não estar sendo suficiente para impor limites aos ataques dos bandidos. Parte disso, inclusive, porque nossos presídios não apenas sofrem com a falta de vagas como, também, há criminosos comandando crimes lá de dentro. Como se lá fosse apenas uma habitação temporária e não um local para exclusão social de alguém sem condições de viver em sociedade.

Mas as ações de Estado são um recado à criminalidade. Afirmam que há medidas para que não saiam impunes quando tiram a paz do trabalhador. A chegada de mais efetivo às cidades é uma delas. Em Montenegro, nos últimos dias, se percebe mais a presença policial e isso, mesmo que não impeça 100% dos crimes, traz uma tranquilidade que deveria ser tida como normal, mas costuma ser exceção. Também é possível citar o Projeto em Frente Brasil, apresentado pelo Governo Federal com o objetivo de combater a criminalidade violenta nas cidades com maiores índices de homicídios. E, ainda, é válido destacar o lançamento da Patrulha Maria da Penha. Porque a violência que é praticada dentro de casa também precisa ser combatida. Talvez tudo isso seja mesmo apenas “secar gelo”, mas são ações que não podem ser abandonadas. Ao contrário, precisam criar musculatura para, com o apoio da população, derrotar o medo.

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