Ansiedade e depressão são considerados os grandes males deste século. Controlar os próprios impulsos e sentimentos é uma tarefa desafiadora e que nem todos conseguem executar. Se estiverem associadas a atividades que expõem o ser humano a situações de pressão e estresse, tudo se torna ainda mais difícil. Um exemplo disso está nas profissões ligadas à área da Segurança Pública, especialmente as dos policiais militares. A cada ano que passa, cresce o número de agentes que dão fim a própria vida devido à depressão.
Preocupada com a saúde mental dos futuros policiais, a Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES) de Montenegro, em parceria com a professora Zuleica Salazar, está oferecendo aos alunos-soldados aulas de yoga. A atividade visa fortalecer os novos profissionais para que saibam como agir em situações perturbadoras e que exigem foco. Além disso, as técnicas podem ajudá-los a ter uma vida particular mais tranquila, deixando as questões do trabalho do lado de fora da porta de casa.
Manter o corpo em posição de conforto, respirar profundamente e vigiar a mente para que se mantenha no presente pode até parecer uma tarefa simples, mas, acreditem, não é. Desligar os pensamentos das preocupações e ter foco no momento atual, para muitos, requer um grande esforço. E se para um cidadão comum já é difícil lidar com situações que colocam em evidência sua fragilidade frente a determinadas circunstâncias, para agentes da Polícia isso pode representar um risco à própria vida e a dos outros, a quem devem defender.
Por isso, é importante manter a calma, a atenção, dormir bem e acordar descansado. As técnicas de yoga têm o propósito de ensinar os praticantes a saber se comportar diante das próprias reações e, com isso, melhorar sua qualidade de vida e desempenho profissional. Parabéns à Brigada Militar, que reconhece essa necessidade e oferece aos seus futuros agentes mais uma ferramenta para enfrentar a criminalidade com eficiência e menos riscos. Quem ganha com isso é a sociedade.

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