Há aproximadamente 20 dias uma jovem mulher – Aline Fabiana da Rosa Silva de Sá, de 39 anos – perdia a vida nas ruas de Montenegro após ser atropelada durante o que possivelmente foi um racha entre dois carros, circunstância ainda apurada pela Polícia. O fato, mais do que entristecer, revoltou nossa comunidade. E, no momento de dor, a união surge. Nessas semanas, família e amigos da vítima organizaram uma mobilização. Uma passeata, marcada há vários dias para essa quarta-feira, 22, saiu da frente da delegacia e seguiu até a rua Campos Neto, palco do fatal acidente.

Quis o destino que a comunidade já amanhecesse o dia de luto. Nas primeiras horas da quarta-feira, nublada e chuvosa, surgia a informação de que um acidente frontal, gravíssimo, fora registrado entre um veículo Fiesta, um Gol e um microônibus na ERS-240, próximo às pontes sobre o Rio Caí. Depois veio a confirmação de que o montenegrino Adair Cleber Machado, de 46 anos, fora a vítima fatal.

Pista interrompida? Paralisação do transporte coletivo? Congestionamento? Nada disso importa, apesar de trazer transtornos para muita gente e a reclamação dessas pessoas ser válida. Uma vida se perdeu. Mais uma. O que ocasionou o acidente? Isso, talvez, no futuro, a perícia poderá explicar. Certo é que essa triste coincidência de datas e fatos nos lembrou o quanto a vida é frágil e merece ser protegida. Nem mesmo tínhamos nos recuperado de um golpe quando sentimos outro. E que todos tenham extrema responsabilidade no trânsito para que, logo ali, não haja mais um corpo sobre o asfalto.

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